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Chennai – impressões gerais do campeonato

É claro que o pior do resultado do livre foi ver a Suécia e o Japão ganhando muitos pontos em seus últimos jogos e nos colocando em 10º, pela primeira vez no campeonato fora da zona de classificação. Terminamos com 223.81 pontos, 1.23 atrás do Japão e 1.37 atrás da Suécia! Foi o melhor resultado do Brasil desde 2005 (na verdade, em 2007 foi equivalente, perdemos a classificação na última bolsa, com a África do Sul entrando), mas é muito frustrante perder a classificação no finalzinho — embora seja evidente (e ainda mais evidente depois que avaliamos o torneio inteiro nesta série) que não foram os resultados do último dia, apenas, que nos eliminaram. Qualquer bolsa de 6 ou 7 imps (nos jogos certos) seria suficiente para nos classificar (Na verdade, bastava um tempo menos ardiloso no final… vejam como a Suécia e o Japão se beneficiaram neste último tempo de swings de grande magnitude!).

Depois de 336 mãos, é muito fácil achar várias mãos (por jogador) que bastariam para nos classificar. Por outro lado, também tivemos nossas mãos de sorte (games que dependem de finesse marcados apenas em uma mesa, entre outros tipos de mão).

A moral da estória, para os homens, é que jogando bem, formando duplas dedicadas (nossas três duplas começaram, ou voltaram a jogar juntas, há menos de um ano!) e treinando com regularidade, não há nenhum impedimento em voltarmos a nos classificar entre os oito — se não com constância, pelo menos com uma frequência maior do que zero vezes em 5 torneios. É claro que o torneio de 2015 foi atípico, com várias quadras tendo sido excluídas pelo turbilhão que antecedeu o campeonato. Por um lado, isso nos encoraja: com um campo mais limpo de trapaceiros, temos bridge para chegar perto da classificação. Por outro lado, jogadores fortes não participaram — sabemos, por exemplo, que Mônaco vai se reforçar no longo prazo com uma dupla para substituir Fantoni-Nunes, que a Itália não vai ficar fora da Bermuda para sempre, etc. O campo vai ficar mais difícil. É a vida.

Quanto às mulheres, a minha avaliação é que aí estamos mais distantes de uma “vaga com regularidade” (uma meta que não alcançamos em nenhum categoria) do que no caso da Bermuda Bowl. Embora a supremacia de nossa equipe feminina no cenário sulamericano seja mais incisiva (em comparação com a equipe livre), a distância entre nossa equipe e as 8 ou 10 melhores equipes do mundo é maior. Por outro lado, as mulheres têm investido em duplas de longo prazo há mais tempo, e isso faz muita diferença. Se o investimento (em esforço) continuar ou se intensificar, certamente vamos nos aproximar do primeiro pelotão. As mulheres terminaram em 15º, com 163.79 pontos, mas acho que este resultado é enganoso; em condições melhores (com mais sorte, e com uma sentada mais favorável, que não tivesse nos derrubado bem no início), poderíamos chegar, sem dúvida, a 210, 220 pontos. O problema é que no jogo feminino o ponto para se chegar em oitavo era 260 pontos! (Compare com a Bermuda Bowl, onde o oitavo tinha 220 e poucos pontos… 230 já classificava em sétimo).

As equipes fortes no feminino são muito mais fortes do que as equipes mais fracas (em compaação com a Bermuda Bowl). A média necessária para se chegar em oitavo foi de 12,6 PVs (a média da classificação no livre foi de 10,7 PVs); para chegarmos a essa média, não basta evitar as surras, temos que aplicar muitas surras também. Talvez (uma reflexão minha aqui… um palpite para ser discutido entre as jogadoras!) valha a pena investir em sistemas diferentes, pois não tenho dúvida de que muitos pontos são entregues pelas equipes mais fracas quando elas enfrentam sistemas mais complexos do que o nosso estilão natural.

Chennai, 21ª e última rodada do RR

Última rodada. Brasil contra Bulgária no livre, Brasil contra Itália nas mulheres.

A formação da equipe livre: Gabriel em Norte, Miguel em Sul, Beto em Oeste, Diego em Leste. A equipe feminina: Paulinha em Norte, Tubiska em Sul, Isabella em Oeste, Leda em Leste

Mão 1:

As duas mesas cartearam 2 por Norte-Sul. Nós fomos dobrados e caímos duas; os búlgaros caíram 3, mas não foram dobrados. 4 imps para a Bulgária. (O búlgaro em Norte abriu de 1 Espadas; na outra mesa, quem abriu (de 1 Paus forte) foi Este).

Na mesa das mulheres, a Itália ganhou 5 imps quando ganhou 2 em E-O e, na outra sala, derrubou 2ST na mesma linha (2 down).

Uma mão de misfit como essa produziria problemas na maioria das mesas. Como ninguém é vulnerável, os problemas, em geral, renderam 2 a 4 imps para alguém. Os maiores swings foram quando a Argentina caiu em 3ST (por Este), dobrado, 500, dando 10 imps para a Inglaterra; e quando o Canadá caiu em 2 redobradas (??), 2 down, 600, dando 12 imps para a Austrália.

Mão 2:

As duas mesas jogaram 3ST, e a Bulgária ganhou 1 imp de overtrick. No jogo das mulheres, as duas mesas jogaram 5, e ganhamos 1 imps de overtrick (a saída foi Rei de Espadas nas duas mesas).

3 mesas se aventuraram em 6. 2 delas caíram (uma delas recebeu a saída de Rei de Espadas!), e a outra ganhou (com a saída de Dama de Copas!). 13 imps para o Japão, que ganhou o slam, contra a Nova Zelândia; e 12 imps para Inglaterra e Suécia, contra Argentina e Egito, que caíram no slam. A China ganhou 11 dos Emirados Árabes Unidos quando conseguiu cartear 3 com as cartas de Este-Oeste, 2 down.

Mão 3:

Tragédia. Gabriel e Miguel não conseguiram colocar o carteio em Norte, depois de um começo no qual Sul abriu de 1ST, e receberam o castigo da saída de paus (com o Ás mal colocado) em seu slam. Na outra sala, os búlgaros jogaram 6 por Norte. 14 imps para a Bulgária. No jogo das mulheres, ganhamos 14 imps da mesma forma, quando a Itália duplicou nosso resultado caindo em slam.

9 das 11 mesas tiveram swings de 11 ou mais imps. Os empates foram antre Jordânia e Índia (slam feito) e África do Sul e Guadalupe (slam derrubado — sendo que a África do Sul saiu com o Cinco de Paus!). China e Suécia ganharam 11 imps quando engoliram o slam em uma sala e o derrubaram na outra, com Emirados Árabes Unidos e Egito se dando mal. Os outros swings foram todos de 14 imps, como o nosso. Quem se deu bem foi Japão, Polônia, Inglaterra, Austrália, Singapura e França (contra, respectivamente, N. Zelândia, USA1, Argentina, Canadá, Dinamarca e USA2).

Mão 4:

Um game normal. Perdemos 1 imp de overtrick quando nossos atacantes, depois de saírem copas, mudaram de naipe ao longo do ataque. O mesmo ocorreu no jogo das mulheres, 1 imp para a Itália.

O único grande swing foi para o Japão, que ganhou 12 quando derrubou (sabe-se lá como) o game da Nova Zelândia.

Mão 5:

Outra mão tranquila. Ganhamos 1 imp de overtrick em 3ST quando o Miguel saiu de paus e o búlgaro saiu com o Rei de Espadas, e ganhamos o mesmo imp de overtrick no jogo das mulheres quando as italianas cartearam do outro lado e a saída foi ouros.

Mão 6:

Gabriel e Miguel caíram em 3, como quase todas as outras mesas, mas Beto e Diego foram a 4 e caíram 2 depois de errar a jogada de espadas. 7 imps para a Bulgária. No jogo das mulheres, as duas mesas conseguiram parar em 2, mas as italianas derrubaram nosso contrato e fizeram o delas; 4 imps para a Itália.

Nas outras mesas, apenas 3 equipes marcaram para Norte-Sul. A Suécia conseguiu ganhar 2, ganhando 5 imps do Egito; a Inglaterra derrubou a Argentina em 3 por E-O, ganhando outros 5 imps; e a Austrália derrubou o Canadá em 3, ganhando 7 imps.

Mão 7:

Um game normal, mas que não ganha quando erra a finesse de paus. A única forma de ganhar é cartear por Este e receber a saída de ouros. No jogo dos homens, bolsa igual em 3ST caindo uma. No jogo das mulheres, bolsa igual em 3ST feitos.

5 mesas da Bermuda fizeram o game, dando 12 imps para Nova Zelândia, Polônia, Inglaterra, Jordânia, e Suécia (contra Japão, USA1, Argentina, Índia e Egito).

Mão 8:

Outro caixão. Ganhamos 1 imp de overtrick, quando o Diego acertou a jogada em paus (não fez a finesse). No jogo das mulheres, perdemos 7 imps quando engolimos o game.

Swings em apenas 2 mesas, quando alguém caiu em 4, dando 11 imps para Inglaterra (vs. Argentina) e Índia (vs. Jordânia).

Mão 9:

Um game (4) que cai se o ataque não bobear. Gabriel e Miguel não bobearam; quando o carteador jogou copas, Miguel trocou para ouros, e depois que o carteador fiou o ataque continuou ouros. 1 down. Já na mesa do Beto, os búlgaros, depois da fiada em ouros, trocaram para paus, dando uma chance para nós. Infelizmente, no apagar das luzes, o Beto errou a jogada de copas, 1 down do mesmo jeito, bolsa igual. No jogo das mulheres, Leda-Isabella erraram o contrato, parando em 2 (1 down), e demos sorte quando 4 caiu na outra mesa, bolsa igual também.

9 mesas pararam em parcial, produzindo swings de 5 a 7 imps. Em Inglaterra vs. Argentina a bolsa foi empatada com dois 140’s. Os swings favoreceram Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Polônia, Índia, Suécia, Canadá e França contra, respectivamente, China, Guadalupe, USA1, Jordânia, Egito, Austrália e USA2.

Mão 10:

Outro game normal, perdemos 2 imps em overticks quando nossa saída foi Espadas e a saída deles foi ouros. No jogo das mulheres, perdemos 12 imps quando a saída foi ouros nas duas mesas, mas nós caímos e as italianas ganharam.

Apenas a Jordânia caiu no game na Bermuda Bowl, perdendo 13 para a Índia.

Mão 11:

Bons resultados nas duas mesas. Gabriel e Miguel conseguiram parar em parcial, anotando 170 para seu lado, enquanto Beto e Diego defendiam o parcial em 4, caindo 50. Pena que tudo isso só nos deu 3 imps. No jogo das mulheres, bolsa igual quando os dois lados fizeram 3.

Houve 5 swings significativos. A China ganhou 10 dos Emirados Árabes Unidos quando derrubou 5 dobrados, 500; o Canadá ganhou 11 da Austrália da mesma forma. O Japão ganhou 10 da N. Zelândia quando ganhou 3ST em E-O (de novo, sabe-se lá como). A Argentina ganhou 12 da Inglaterra quando derrubou 300 nas duas mesas, em 6 (!) dobradas e 5 dobrados. E o Egito ganhou 6 da Suécia parando em parcial enquanto a Suécia caía em game.

Mão 12:

Segunda tragédia. Beto e Diego se desentenderam e pararm no slam errado, 6ST. Depois de alguma pensativa, Sul saiu copas e caímos 1, 14 imps para a Bulgária. No jogo das mulheres, ganhamos 11 quando a Itália engoliu o slam.

A Argentina ganhou 14 da Inglaterra quando os ingleses foram a 7 (!) dobradas, e a Índia ganhou 11 quando a Jordânia engoliu o slam.

Mão 13:

Mais 3 imps para a Bulgária quando eles ganharam 1ST em Norte-Sul, depois da bolsa ter sido passada na outra mesa. A Itália ganhou 3 imps das mulheres quando passou a bolsa em uma mesa e derrubou 2ST, 1 down, na outra.

Vários swings para lá e para cá, de 3, 5 e 6 imps. Curiosamente, nos jogos que nos interessam (Japão vs. N. Zelândia e Suécia vs. Egito), a bolsa foi passada nas quatro mesas.

Mão 14:

Nós jogamos 4 e fizemos 12 vazas. A Bulgária jogou o contrato errado, 5, e agora precisava acertar a jogada de paus para ganhar o game. Acertou. Apenas 2 imps para nós. Nossas mulheres perderam 11 imps quando marcaram o slam em espadas e caíram.

4 swings grandes por aí: a China, a África do Sul e USA1 ganharam 11 ou 12 imps quando seus adversários (Emirados Árabes Unidos, Guadalupe, e Polônia) caíram em slam e eles pararam em game. A Índia ganhou 15 da Jordânia quando derrubou slam em uma mesa e, na outra mesa, derrubou 5 dobradas, 1100.

Mão 15:

Um 3ST aparentemente condenado a cair bastante, na maioria das mesas. Gabriel e Miguel aparentemente se deram bem quando caíram só uma em 3 , mas Beto e Diego só derrubaram uma em 3ST na outra sala, bolsa igual. As mulheres pararam um nível abaixo das italianas (2ST ao invés de 3ST), e assim ganhamos 3 imps quando caímos só uma.

Guadalupe, de algum modo, fez o game e ganhou 14 da África do Sul. Os outros swings foram de 3, 5 ou 7 imps, dependendo do número de quedas em cada jogo. Apenas os Emirados Árabes Unidos conseguiram marcar para N-S, parando em 1ST e ganhando 5 imps. Talvez o resultado mais estranho tenha sido 5 imps para Singapura quando ela derrubou 3ST 2 down em uma sala e na outra… a bolsa foi passada!

Mão 16:

Um 3ST difícil de se derrubar, pois quando Este faz a vaza de copas, ele precisa voltar com uma honra de paus, e Oeste precisa fiar. Não ocorreu nas nossas mesas, bolsa igual para os homens, e as mulheres ganharam 2 imps quando a Itália caiu uma a mais em 4 Espadas.

5 swings de 10 ou 11 imps nos jogos por aí (quando um lado derrubava o game e o outro fazia), favorecendo China (vs. Emirados Árabes Unidos), Argentina (vs. Inglaterra), Canadá (vs. Austrália), Singapura (vs. Dinamarca) e USA2 (vs. França).

O placar dos nossos jogos foi:

Brasil 7 x 46 Bulgária (2.03 PVs para o Brasil)
Brasil 32 x 43 Itália (6.96 PVs para o Brasil)

Um final triste no livre e no feminino. Vou fazer um comentário separado falando sobre minhas impressões do campeonato.

Chennai, 20ª rodada do RR

Vigésima rodada. Brasil contra Dinamarca no livre, Brasil contra USA1 nas mulheres.

A formação da equipe livre: Gabriel em Norte, Miguel em Sul, Beto em Oeste, Diego em Leste. A equipe feminina: Paulinha em Norte, Tubiska em Sul, Graça em Oeste, Juliana em Leste.

Mão 1:

Um game normal, marcado em 21 das 22 mesas. Bolsa igual no jogo dos homens. No jogo das mulheres, perdemos 3 quando as americanas defenderam em 5 (e caíram apenas 2 quando a saída não foi paus).

A mesa que engoliu o game atacou 4 dobrados; assim, os Emirados Árabes Unidos perderam 8 imps para a França. Duas mesas dobraram 4 (não vejo por que razão), e assim a África do Sul ganhou 5 imps do Japão, e a Jordânia ganhou 5 imps da Argentina. Singapura ganhou 2 imps de USA2 quando os americanos defenderam em 5 dobrados… mas a saída foi paus, 3 down.

Mão 2:

Uma mão ruim para nossos sistemas. (Não seria a última). Beto e Diego abriram de 1ST fraco, Sul marcou 2, Beto dobrou, e fomos cartear 3 — 1 down quando o ataque achou o corte de copas. Na outra sala, Este abriu de 1 (inclui o ST fraco, um sistema de paus forte), Miguel marcou 1, Dobro, e o naipe de paus sumiu; quando Miguel marcou 2, carteou ali. Com todo o jogo do Gabriel em sua chicana, ele não conseguiu ganhar depois que o ataque jogou trunfos. Uma down em cada mesa, 4 imps para a Dinamarca. Na mesa das mulheres, USA1 ganhou 1ST em Este-Oeste e 2 Espadas em Norte-Sul, 6 imps para elas.

Houve alguns swings importantes. A Bulgária ganhou 10 imps da Austrália quando derrubou 4 (!), 4 down. A Suécia ganhou 8 imps do Canadá quando derrubou 4, 3 down. Guadalupe ganhou 8 imps de USA1 quando ganhou 3ST dobrados por E-O.

Mão 3:

Bolsa barata, com swings de 1 a 4 imps para lá e para cá. Perdemos 1 imp quando a Dinamarca fez 10 vazas em 2 (130) enquanto nós derrubávamos 1ST por Norte na outra sala. Sul abriu de 1, no contexto de paus forte, e Norte marcou 1ST, indicando 4 ou 5 espadas (?), não forçante. Depois da saída de ouros, o ataque bloqueou as espadas, e assim derrubou apenas 2, 100. Bolsa igual no jogo das mulheres, as duas mesas fizeram 9 vazas em 1ST por Este.

Mão 4:

Um ótimo 6, principalmente carteado por Norte. Bolsa igual na nossa mesa. No jogo das mulheres, ganhamos 16 imps quando as americanas foram a 7 e caíram uma.

Este resultado das mulheres se repetiu em 3 mesas na Bermuda Bowl: 16 imps para Nova Zelândia, Argentina, e Canadá vs. China, Jordânia e Suécia. A Polônia ganhou 13 imps da Inglaterra quando marcou e fez 7. 3 mesas engoliram o slam, dando 12 ou 13 imps para África do Sul, Índia e Singapura vs. Japão, Egito e USA2.

Mão 5:

Outra bolsa azaradíssima. Na mesa de Gabriel – Miguel, Norte abriu de 1 e Este marcou 2, uma baita acertada com apenas 5 cartas (certamente ele não tinha em mente o cenário atual!). Com as cartas de Oeste, o dinamarquês saracoteou um pouco mas acabou marcando o contrato normal, 7, com 13 vazas fáceis. Na mesa de Beto – Diego, a abertura em Norte foi 1 (inclui o ST fraco, no contexto de paus forte), e o naipe de ouros sumiu. Pra piorar (não muito, pois já íamos perder pelo menos 11), o slam foi engolido (6 ganha), e assim perdemos 14. (Pelo menos não era vulnerável!). No jogo das mulheres ganhamos 11 quando as americanas engoliram o slam (nossas jogadoras marcaram 6).

10 das 11 mesas tiveram swings de 10 ou mais imps. 2 outras mesas marcaram 7, ganhando 14 como os dinamarqueses: 14 para a China (vs. Nova Zelândia) e para USA1 (vs. Guadalupe). A Argentina ganhou 14 de outro jeito, quando a Jordânia foi a 7 e caiu enquanto a Argentina ficava em 6 . A França ganhou 13 imps quando os Emirados Árabes Unidos pararam em parcial (?), e a Bulgária ganhou 12 imps da Austrália da mesma forma. África do Sul, Inglaterra, Índia e USA2 ganharam 10 imps de Japão, Polônia, Egito e Singapura quando marcaram 6. A única mesa tranquila foi Suécia vs. Canadá, onde o Canadá ganhou 1 imp por marcar o slam em espadas.

Mão 6:

Falta o 10 de ouros para o slam ser razoável. No nosso jogo a bolsa foi empatada, e no das mulheres também. 4 equipes caíram em slam: China, Índia, Austrália e USA2, entregando 13 imps (ou 9, no caso de USA2, que jogou 5 dobradas na outra sala) para N. Zelândia, Egito, Bulgária e Singapura. Esta defesa em 5 dobradas é boa, caindo apenas 300, e foi achada por 3 outras equipes: Emirados Árabes Unidos, USA1 e Canadá, que ganharam 8 imps da França, Guadalupe, e Suécia.

Mão 7:

Um game normal, com 13 e 12 na linha, mas que caiu na maioria das mesas. A nossa não foi diferente, bolsa igual quando caímos em 3ST enquanto a Dinamarca caía em 4 Espadas (os dois carteadores precisavam perder apenas uma espadas para fazer o contrato, mas 3ST parece melhor. Infelizmente a saída foi ouros, tirando a entrada para os paus). No jogo das mulheres, perdemos 12 imps quando as americanas conseguiram ganhar 3ST em uma mesa e derrubaram 4 na outra.

7 mesas fizeram o game. 2 delas foram no jogo Japão vs. África do Sul. As outras mesas que ganharam swings de 8 a 13 imps foram China, França, USA1, Índia e Austrália contra, respectivamente, N. Zelândia, Emirados Árabes Unidos, Guadalupe, Egito e Bulgária.

Mão 8:

Um slam que depende de finesse. A Dinamarca marcou e caiu, 11 imps para nós. Nas mulheres, o Brasil marcou e caiu, 11 imps para USA1.

10 mesas tiveram swings de 11 ou mais imps, sendo que em 2 delas N-S ganharam o slam (com a saída de paus por Oeste, que induz o carteador a não fazer a finesse de copas). Meio aleatório que tantos imps sejam trocados assim, em apenas uma mesa a bolsa foi (praticamente) empatada.

Mão 9:

Na mesa de Gabriel e Miguel, o Gabriel fez um reverse (1 – 1 – 2) em Norte, Sul marcou a pega de espadas, 3ST foi carteado por Sul e a saída normal de Copas matou o contrato. Na outra sala, Norte abriu de 1 (forte), depois marcou balanceada (puxando o carteio para seu lado), Sul fez uma pesquisa de naipes ricos, Norte marcou muitos paus, e Sul encerrou em 3ST. O Diego, em Este, saiu com o Cinco de Ouros. O Beto ainda tinha a chance de derrubar se troca para copas, mas continuou ouros, e o carteador ganhou a vaza e arrancou o Ás de espadas. 11 imps para a Dinamarca. No jogo das mulheres, 10 imps para USA1 da mesma forma quando as americanas saíram copas e as brasileiras saíram espadas.

6 outras mesas ganharam o game, 2 delas no mesmo jogo (Suécia vs. Canadá). Os outros swings (10 ou 11 imps) foram a favor de USA1, França, Inglaterra, e Argentina, contra Guadalupe, Emirados Árabes Unidos, Polônia e Jordânia.

Mão 10:

Meu reino pelo Dez de paus… os dois lados abriram de 1 com as cartas de Este. Depois deste começo, era natural que os dois lados marcassem game (imagine parar em parcial com as cartas de Oeste!), mas os dinamarqueses aparentemente passaram em uma voz forçante, cartearam 4 , e ganharam 6 imps com isso. no jogo das mulheres, o Brasil ganhou os mesmos 6 imps (mas eu não sei se alguém passou em voz forçante!).

Duas mesas ganharam game, a França e o Egito (que ganhou 3ST!). Swings de 12 e 13 contra Emirados Árabes Unidos e Índia. A China perdeu 8 quando marcou 6 e a N. Zelândia ficou em parcial; a África do Sul também perdeu 8 quando aguentou jogar 3STx (e o Japão ficou em parcial). Guadalupe, Canadá, e Bulgária ganharam 5 ou 6 imps ganhando parcial em uma mesa e derrubando o game na outra, contra USA1, Suécia e Austrália.

Mão 11:

Depois que Sul abriu de 1ST, nós jogamos 2 depois que Gabriel marcou 2, e os dinamarqueses jogaram, quando Norte marcou 2 e, aparentemente, o sistema deles determina a voz de 3  em Sul. 4 imps para nós. (Na hora em que o sistema deles não presta, só ficamos com 4 imps…). No jogo das mulheres, E-O entraram nas duas mesas. Perdemos 4 imps quando as americanas ganharam 3 e nós caímos em 3.

Swings de 2 a 5 imps em várias mesas. O maior swing foi quando a Austrália ganhou 11 imps da Bulgária, que prevaricou, marcando 3ST (dobrados) por Oeste.

Mão 12:

Um game normal em Norte-Sul, bolsa igual em nosso jogo. As mulheres perderam 1 imp de overtrick. A bolsa produziu 3 swings de 10 imps: 2 mesas defenderam o game e caíram 1100 em 5 ou 5, dando pontos para China (vs. N. Zelândia) e USA1 (vs. Guadalupe). E os Emirados Árabes Unidos engoliram, parando em 1, e assim a França ganhou 10 imps.

Mão 13:

Outro game relativamente normal, jogado em 21 das 22 mesas. Bolsa igual em nosso jogo quando os dois lados fizeram 9 vazas. (O mesmo ocorreu com as mulheres).

A bolsa produziu 5 swings de 10 ou mais pontos: 4 deles quando alguém caiu em 3ST, dando pontos para a China, a Inglaterra, a Argentina e Singapura (contra, respectivamente, N. Zelândia, Polônia, Jordânia e USA2). O quinto swing foi a favor da Bulgária quando a Austrália parou em 2♥.

Mão 14:

Muitas mesas foram a 3ST, uma delas a de Gabriel e Miguel. Com a saída de copas, o contrato caiu uma. Na outra sala, os dinamarqueses jogaram 3, ganhando 5 imps assim. As mulheres empataram a bolsa quando as duas mesas ficaram em parcial.

A mão teve diversos swings de 5 a 7 imps. Apenas uma mesa escapou de um swing deste tamanho, quando a Suécia perdeu 2 imps para o Canadá ao cair uma a mais em 3ST.

Mão 15:

Um 4 razoável, que basicamente depende da finesse de espadas, mas não era nosso dia. Beto e Diego marcaram enquanto os dinamarqueses ficaram em 2 (!?). 5 imps para eles. No jogo das mulheres, as duas mesas marcaram game, ganhamos 2 imps quando derrubamos uma a mais (em 3ST).

Apenas outras 4 mesas ficaram em parcial, ganhando swings de 5 a 7 imps, a favor de Japão, Suécia, Bulgária e USA2 contra, respectivamente, África do Sul, Canadá, Austrália e Singapura.

Mão 16:

Caixão absoluto. Tanto no nosso jogo como no das mulheres.

O placar dos nossos jogos foi:

Brasil 16 x 46 Dinamarca (3.27 PVs para o Brasil)
Brasil 35 x 47 USA1 (5.00 PVs para o Brasil)

Um resultado ruim no livre (contra um concorrente direto), e ruim (mas de certa forma esperado) no feminino. A essa altura estávamos em 8º no livre, com 221.78 PVs, e em 15º no feminino, com 156.83 PVs. A Dinamarca tinha encostado na gente, estando a 3.96 de distância; ainda vivos (como veríamos!) estvam a Suécia e o Japão, ambos a 15 pontos de distância.

Chennai, 19ª rodada do RR

Começa o último dia. Décima nona rodada, Brasil contra USA2 no livre, Brasil
contra China nas mulheres.

A formação da equipe livre: Jeovani em Norte, eu em Sul, Beto em Oeste, Diego
em Leste. A equipe feminina: Leda em Norte, Isabella em Sul, Graça em Oeste,
Juliana em Leste

Mão 1:

Depois que Norte abriu de 2, o americano em minha mesa dobrou com as cartas de Este. Marquei 4, Dobro, e o leilão terminou aí. Na outra mesa, Este passou, Sul marcou apenas 3, o Beto dobrou, e jogamos 4 pelo Diego. 3 imps para nós quando o Diego ganhou o game (Sul saiu espadas ao invés de ouros, e se deu mal, pois é bem mais difícil para Norte jogar ouros na vaza 2).

No jogo das mulheres, as duas mesas ficaram em 4♠, mas nós dobramos e as chinesas não. 6 imps para nós quando só caímos uma (sem dobre).

O maior swing foi em Emirados Árabes vs. Nova Zelândia. A Nova Zelândia ganhou 14 imps quando fez 4 em uma sala e 4 dobradas (!) na outra. Swings mais normais foram de 9 imps para o Egito (4 em uma sala, 3 caindo uma na outra) contra a Argentina, e muitos outros swings de 2 a 7 imps.

Mão 2:

Antes de começar o jogo, nós conversamos sobre como os americanos abriam de 1ST com qualquer mão quando estavam não-vul vs. vul. Em nossa mesa, Este abriu de 1ST, eu passei, Oeste passou. O Jeovani, em Norte, poderia dobrar (mostrando os dois ricos), mas preferiu passar, e assim estávamos condenados a uma bolsa ruim. O ataque foi bom, o americano caiu 5 (!), mas perdemos 9 imps quando o game foi marcado na outra sala. A bolsa foi empatada no jogo das mulheres.

3 outras mesas tiveram swings parecidos com o nosso: a Argentina ganhou 9 do Egito e o Canadá ganhou 10 da Índia quando jogaram 1ST por E-O, e Singapura ganhou 8 da França quando jogou 3ST (!!) por Este. Isso sim é que é coragem.

Mão 3:

1 imp de overtrick para nós quando recebi a saída de paus (e do outro lado o Beto saiu ouros). 1 imp de overtrick para a China, no jogo das mulheres, quando a saída foi paus nas duas mesas.

O único swing grande foi a favor da Argentina quando o Egito jogou 5, 1 down, 11 imps para os argentinos.

Mão 4:

Um game apenas razoável, principalmente com os trunfos baixinhos de Sul, mas que, infelizmente, ganha. Eu e Jeovani ficamos em parcial, os americanos marcaram, 10 imps para eles. A China ganhou 10 imps da mesma forma.

7 mesas marcaram e fizeram o game (uma delas caiu, a de Singapura, dando 9 imps para a França). Dinamarca e Austrália empataram em 4 feitas. A Argentina ganhou 11 do Egito, a Inglaterra ganhou 10 de Guadalupe, e a Nova Zelândia ganhou 11 dos Emirados Árabes Unidos.

Mão 5:

Muitas mesas tentaram marcar um game com as cartas de Norte-Sul, mas só uma ganhou (dando 13 imps para a Nova Zelândia vs. Emirados Árabes Unidos). No nosso jogo, todos ficaram em parcial, bolsa igual. No jogo das mulheres, a China ganhou 1 imp quando fez uma vaza a mais (jogando 2ST).

Houve vários swings de 6 a 8 imps quando uma mesa ganhava parcial e a outra caía uma (ou duas) em um game. USA1 ganhou do Japão, Guadalupe ganhou da Inglaterra, Argentina ganhou do Egito, Dinamarca ganhou da Austrália, e Singapura ganhou da França.

Mão 6:

Perdemos 2 imps quando carteamos o game errado (5♦ ao invés de 4♥), depois que Este abriu de 1♣ e eu dobrei com as cartas de Sul. No jogo das mulheres, perdemos 11 imps quando tentamos jogar 6♥ com essas cartas, 1 down depois da saída de Dama de ouros.

Só dois swings importantes: a Dinamarca ganhou 11 da Austrália quando conseguiu derrubar 5♥ , e a França ganhou 8 de Singapura quando Singapura engoliu o game, parando em 3♦.

Mão 7:

Os americanos pararam em 4 contra Beto e Diego, depois de um leilão um tanto misterioso: 1 do Beto, 2 de Norte, Dobro do Diego, 2ST de Sul (o que será isso?), 3 do Beto, 4 de Norte. Depois da boa saída de copas do Diego, 2 down. Na outra mesa, o leilão foi mais natural para nossos olhos: 1 , 1 , Dobro, Passo, 2 , todos passam, 2 down. 9 imps para nós. No jogo das mulheres perdemos 3 imps quando as chinesas fizeram 11 vazas em 3 e caíram 1 em 2.

Como sempre em uma mão com todos vulneráveis e boa distribuição, a bolsa foi cheia de swings. O menorzinho foi a favor da Dinamarca contra a Austrália, 4 imps (4♥ feitas em uma mesa, 3 dobradas, 500, na outra). A Nova Zelândia derrubou 800 em 4 dobradas em uma mesa, e caiu em 4 na outra, ganhando 14 imps dos Emirados Árabes Unidos. USA1 ganhou 13 imps do Japão quando fez 4 em uma mesa e os japoneses caíram em 5 na outra. O Egito e a China ganharam 10 imps da Argentina e da África do Sul quando marcaram e fizeram 4. A Polônia ganhou 9 imps da Jordânia como nós ganhamos, com 2 down a seu favor em cada mesa, mas os contratos foram 3ST por Norte e 3 por Oeste. Entre outros swings.

Mão 8:

Ganhamos 6 imps quando, depois do leilão começar 1 (por Oeste), passo, 1 , o americano passou e eu dobrei. Resultado, Beto e Diego jogaram 2 feitas, e nós jogamos 3 feitos. No jogo das mulheres, as duas mesas ficaram em 3 , e perdemos 2 imps quando caímos uma a mais.

Bolsa de parcial com ninguém vulnerável dá poucos pontos. A Polônia ganhou 6 imps da Jordânia (exatamente como nós), e USA1 ganhou 6 imps do Japão (quando foram dobrados em 2 por Norte).

Mão 9:

Como se diz em inglês, nessa aí Beto e Diego levaram uma multa por excesso de velocidade. Diego abriu de 1, Beto marcou 1, Diego marcou 2. Sul dobrou, Beto redobrou, e Norte marcou 2. Depois deste começo, Beto marcou 3, e quando Diego marcou 3ST, Norte dobrou. 800 para eles. Na nossa sala, os americanos acertaram e pararam em 3, 14 imps. No jogo das mulheres, todas jogaram parcial em ouros, perdemos 1 imp de overtrick.

Nosso swing foi o maior da sala. A Nova Zelândia ganhou 9 imps dos Emirados Árabes Unidos quando chegou nos mesmos contratos (mas sem dobrar 3ST). A Jordânia ganhou 5 imps da Polônia quando as duas mesas jogaram 3ST, mas os poloneses caíram 2 a mais (O mesmo ocorreu a favor da Dinamarca contra a Austrália). A Argentina ganhou 5 do Egito quando os egípcios caíram em 3. E a França ganhou 6 imps quando ganhou parciais nas duas mesas, 3 e 3.

Mão 10:

Continuando com os grandes swings de nosso jogo, os americanos foram a 6 nesta mão e perderam 13 imps por isso. Bolsa igual no jogo das mulheres. Não é tão fácil parar em game depois que Este abre de 3. Na mesa de Beto e Diego, Sul dobrou, Norte marcou 5, e Sul marcou 6 (aparentemente 5 significava “marque 6 com controle de ouros”). Na nossa mesa, depois de 3 e Dobro por mim, Jeovani marcou 4 e passou nas minhas 4. Ainda que ele tivesse marcado 5 (agora ou antes), eu certamente não marcaria 6 com as cartas de Sul, não temos esta combinação tão rígida.

6 outras mesas caíram em slam. A N. Zelândia (vocês já observaram que a N. Zelândia está massacrando?), a Polônia, o Egito e a Austrália ganharam 13 imps de Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Argentina e Dinamarca. Singapura e França empataram a bolsa caindo em slam.

Mão 11:

Mãozinha azarada (e mérito do carteador americano também, como veremos). Em nossa mesa, eu passei em Sul, Norte abriu de 1ST (12-14), e depois de um leilão de transfer, jogamos 3ST por Norte. A saída de espadas encerrou a questão. Na outra sala, Sul abriu de 1, ouviu 2, marcou 2ST, e o leilão ficou em 3ST. Beto saiu com o 7 de Ouros, e o carteador entrou com o Rei, bateu o Ás de paus, correu as copas, e fez a finesse de paus. 11 imps para USA2. No jogo das mulheres, bolsa igual caindo em 3ST por Norte.

Apenas outras 4 mesas ganharam game com as cartas de Norte-Sul. Bulgária e Suécia empataram a bolsa fazendo o game. A Argentina ganhou 11 do Egito (quando recebeu a saída de paus por Este!), e USA1 ganhou 7 do Japão (jogando em Sul, Oeste saiu com o 8 de Espadas!… mas o parceiro não entrou com o Rei).

Mão 12:

Um game normal, feito nas duas mesas, bolsa igual. No jogo das mulheres, ganhamos 1 imp curioso quando as duas mesas engoliram o game, mas nós fizemos uma vaza a mais.

17 mesas marcaram o game, e 2 delas caíram. 10 imps para Guadalupe, e 11 imps para a Polônia, por derrubarem o game. Os outros swings foram quando uma mesa marcava e a outra engolia o game: 7 imps para África do Sul, Canadá, e Dinamarca contra, respectivamente, China, Índia e Austrália.

Mão 13:

Depois que o leilão em nossa mesa começou com 2, passo, 3, Dobro, os americanos decidiram atacar e se deram mal. 9 vazas, 730 para nós, 12 imps quando Beto e Diego caíram (apenas) uma em 3ST na outra sala. No jogo das mulheres, ganhamos 2 imps quando carteamos 3 em uma sala (sem dobre) e caímos em 3ST na outra.

Tivemos um outro companheiro em 3 dobradas, com a Singapura ganhando 12 imps da França. Com as espadas bloqueando (se a mão for carteada por Oeste), muitas mesas ganharam 3ST. A África do Sul, a Nova Zelândia, Guadalupe, e Polônia ganharam 12 ou 13 da China, Emirados Árabes, Inglaterra e Jordânia.

Mão 14:

Uma mão pouco confortável para mim. Este abriu de 1, e com as cartas de Sul, passei. Oeste marcou 1, Norte marcou 1, Dobro de Este. Passei de novo, sei lá se Jeovani tem um lixo, queria ouvir mais. 3 de Oeste, 3 do Jeovani. Agora eu talvez pudesse marcar 4 ou 4 , mas marquei apenas 4. 12 vazas foram feitas. Do outro lado, Beto e Diego defenderam em 4 dobradas e caíram 800, 8 imps para USA2. No jogo das mulheres, perdemos 5 imps quando engolimos o game.

Houve 2 outros grandes swings: o Egito foi a única mesa que marcou slam e ganhou 11 da Argentina; e a França jogou 3ST por Sul e caiu 2 quando errou a jogada de espadas, depois da saída de copas. 12 imps para Singapura.

Mão 15:

Mão bem infeliz para nós… Em Sul, abri de 2 (18-19 bal). Jeovani marcou 3 (transfer para 3ST), e Este dobrou. Sem pega de espadas, passei, para tentar cartear por Norte. Jeovani então marcou 4 (nat, mão boa com algum interesse em slam). Marquei 5, Jeovani marcou 6, e o leilão parou aí. Com a saída de espadas, não havia muito o que se fazer, pois não há squeeze. O que dói é ver que 6 (que poderíamos perfeitamente ter marcado) ganha! Este, que tem 3 trunfos, serve 4 vazas em paus, o que é o suficiente para baldar as espadas. Qualquer honrinha de ouros na minha mão (ao invés desta concentração em copas — notem que eu neguei honra em espadas) já seria suficiente para dar uma chance melhor. De qualquer forma, foram 13 imps para USA2.

No jogo das mulheres, perdemos 9 imps quando dobramos as chinesas em 3 Espadas, que caiu apenas 300.

A outra dupla infeliz que marcou 6 foi da África do Sul, rendendo 12 imps para a China. 2 mesas fizeram 6, ganhando 12 imps: a França ganhou de Singapura, e a Bulgária ganhou da Suécia. A Argentina ganhou 13 imps quando o Egito caiu em 6. E o maior swing, 16 imps, foi para a Polônia quando a Jordânia foi dobrada em 3 por Norte (??) e caiu 800.

Mão 16:

Depois de um tempo de grandes swings, uma bolsa praticamente caixão, empatada no jogo dos homens e nos rendendo 1 imp no jogo das mulheres. Nos outros jogos, apenas 3 swings: a China e Guadalupe ganharam 11 da África do Sul e da Inglaterra quando derrubaram 5 e 5 por Norte; e a Jordânia ganhou 6 imps da Polônia quando os poloneses engoliram o game.

O placar dos nossos jogos foi:

Brasil 44 x 67 USA2 (4.44 PVs para o Brasil)
Brasil 10 x 43 China (2.83 PVs para o Brasil)

Um verdadeiro bombardeio no livre, com um resultado ruim. No jogo das mulheres, outro resultado ruim. A essa altura estávamos em 8º no livre, com 218.51 PVs (14 pontos na frente do nono…), e em 15º no feminino, com 150.11 PVs.

Chennai, 18ª rodada do RR

Décima oitava rodada, Brasil contra Singapura no livre, Brasil contra Holanda
nas mulheres.

A formação da equipe livre: Gabriel em Norte, Miguel em Sul, Jeovani em Oeste, eu em Leste. A equipe feminina: Paulinha em Norte, Tubiska em Sul, Graça em Oeste, Juliana em Leste

Mão 1:

Um game que depende de finesse. 9 das 22 mesas marcaram. Eu e Jeovani não marcamos, e perdemos 6 imps por isso. No jogo das mulheres, nenhuma das duas mesas marcou, mas a Holanda ganhou 1 imp de overtrick.

Os swings variaram entre 6 e 10 imps — duas mesas conseguiram marcar para Norte-Sul, uma delas quando E-O carteou 3 ao invés de jogar em espadas, e a outra quando N-S cartearam e ganharam 2. Quem ganhou 10 imps for Guadalupe (vs. Jordânia), que fez 4 em uma mesa e derrubou 3 na outra. Outros times que saíram na frente em seus jogos foram China (vs. USA1), Árfica do Sul (vs. Emirados Árabes Unidos), Japão (vs. Inglaterra), Egito (vs. Polônia), Argentina (vs. Canadá), e Índia (vs. Bulgária).

Mão 2:

Um game em Este-Oeste (4), marcado em 20 das 22 mesas, e que perde 4 vazas de Ases e Reis. Mas o ataque precisa cobrar estas vazas. Na mesa de Gabriel e Miguel, o Miguel saiu com o Dois de ouros, e o Gabriel voltou ouros; 10 vazas e 10 imps para Singapura, quando na minha mesa a saída foi o Ás de paus. No jogo das mulheres, perdemos 7 imps quando entregamos o game (Graça e Juliana não marcaram o game e anotaram 140, por isso o custo foi apenas 7 imps).

Além da Singapura, 3 outras equipes ganharam 4: África do Sul (vs. Emirados Árabes Unidos), França (vs. Nova Zelândia), e Bulgária (vs. Índia), todas com a saída de ouros por Sul. A Argentina ganhou 6 imps do Canadá quando parou em parcial em uma mesa e derrubou o game na outra.

A mão 3 foi um caixão, com todos, homens e mulheres, fazendo 10 vazas em ST. O único swing foi em Guadalupe vs. Jordânia, quando a Jordânia perdeu 10 imps ao cartear 5ST (!?), fazendo as mesmas 10 vazas (Este tinha Ás, e Ás-Rei).

Mão 4:

Outro game que cai rapidamente, perdendo 3 Ases e um corte. Foi devidamente derrubado nas duas mesas de nosso jogo, e também no jogo das mulheres.

Houve 4 grandes swings. Dois deles ocorreram quando alguém entregou o game: a Polônia ganhou 12 do Egito e a Dinamarca ganhou 12 da Suécia. Nos outros swings, a Austrália defendeu o game (que não ganha) em 5 dobrados e caiu 800, 14 imps para USA2; e os Emirados Árabes Unidos, ao invés de dobrar 5 , foram a 5 dobradas, perdendo 9 imps para a África do Sul quando caíram 500.

Mão 5:

Uma mão em que 14 das 22 mesas jogaram 3ST. Apenas 4 mesas caíram — 2 delas no nosso jogo! O que ocorreu? Apenas no nosso jogo Sul dobrou o contrato (pedindo saída no naipe da mesa, copas). Nas demais mesas a saída foi ouros e quase todos os carteadores chegaram a 9 vazas depois deste começo. Digo quase porque 3 caíram — para sorte deles, em apenas um dos casos seus adversários marcaram e fizeram 3ST.

De qualquer forma, bolsa igual em 3ST dobrados (1 down) no nosso jogo. 2 imps para a Holanda no jogo das mulheres, decorrentes de overtricks (nas duas mesas a saída foi ouros). O maior swing foi para Emirados Árabes Unidos, que derrubou 3ST em uma mesa e ganhou na outra: assim a África do Sul perdeu 10 imps. Houve 6 swings de 6 ou 7 imps, quando uma mesa fazia o game e a outra engolia (ou, em um caso, quando Norte caiu uma em 2 dobrados e a outra mesa derrubou 3ST). Favorecidos: Nova Zelândia (vs. França), Inglaterra (vs. Japão), Egito (vs. Polônia), Canadá (vs. Argentina), Bulgária (vs. Índia), e Suécia (vs. Dinamarca). USA2 ganhou 5 imps da Austrália quando derrubou 3ST em uma mesa e parou em parcial na outra.

Mão 6:

Uma mão que ganha slam se conseguir carteá-lo por Este; e que cai com a saída de ouros pelo outro lado. No nosso jogo, nenhuma das duplas tinha uma abertura de 2 com bicolor fraco, e assim foi impossível cartear por Este. Os dois lados pararam em game (nós fomos a 5 quando Singapura, na nossa mesa, foi a 4, ótima defesa — 5 ainda é boa defesa), e ganhamos 1 imp quando Gabriel saiu ouros e o Norte em nossa mesa saiu espadas. No jogo das mulheres, perdemos 1 imp da mesma forma (embora as holandesas tenham carteado pelo lado certo, isto é, não poderíamos ter feito 2 vazas no ataque).

3 mesas marcaram e fizeram o slam, dando 13 imps para Polônia e Suécia (contra Egito e Dinamarca) e 12 imps para a Argentina quando o Canadá sabiamente defendeu contra o slam, marcando 6 dobradas, 4 down. Outros que ganharam imps (defendendo em espadas e em ouros contra o game) foram os Emirados Árabes Unidos e a China, contra África do Sul e USA1.

Mão 7:

Um ótimo game em 5, engolido nas duas mesas de nosso jogo, bolsa igual em 4. As mulheres perderam 7 imps quando a Holanda carteou 3 feitas em E-O em uma sala, e 2 (+3) na outra mesa.

2 mesas foram dobradas em 5: a Polônia, que ganhou 4 imps quando o Egito, na outra mesa, marcou o game, e a Argentina, que ganhou 12 imps quando o Canadá engoliu. Outros swings de 9 ou 10 imps (game marcado em um lado, parcial do outro) favoreceram a China (vs. USA1), a África do Sul (vs. Emirados Árabes Unidos), o Japão (vs. Inglaterra), e a Austrália (vs. USA2). A Dinamarca foi longe demais: marcou 6 e perdeu 12 imps quando a Suécia parou em game na outra sala. Guadalupe ganhou 7 imps da mesma forma que as holandesas contra as mulheres do Brasil, com parcial feito nas duas mesas. Talvez o resultado mais estranho tenha sido o de Índia e Bulgária, quando os indianos cartearam 3 em E-O, ótimo resultado, mas perderam 4 imps quando seus reflexos, na outra mesa, jogaram 4 (?) e caíram 300.

Mão 8:

Quase todo mundo estava caindo em algum número de Espadas em E-O. Nós paramos em 3 em nossa mesa e, quando Norte saiu de Rei de espadas, caímos uma. Na outra mesa, Singapura foi uma de apenas 5 mesas que conseguiu marcar para o seu lado, jogando 2 e fazendo 9 vazas. 5 imps para Singapura. No jogo das mulheres, as duas mesas jogaram 2, mas as holandesas fizeram 10 vazas e as brasileiras apenas 6, 7 imps para a Holanda. (As duas mesas saíram com um 7 de Norte, mas as brasileiras saíram com o 7 de ouros, e as holandesas, o 7 de paus. Que diferença no resultado!).

O maior swing foi a favor de Guadalupe, quando a Jordânia de algum modo conseguiu entregar 4 (na outra mesa jogou-se 4, 1 down). 10 imps para Guadalupe. Outras mesas registraram swings de 4, 3 e 2 imps. (Parcial feito em uma linha e caindo na outra, ou quando o ataque fez mais vazas em uma mesa que na outra).

Mão 9:

O tipo de mão em que algumas mesas acabam marcando slam, com dois naipes que correm, mas perdendo 2 vazas com a saída de paus. (Mesmo sem essa saída o slam é péssimo, pois se as espadas estiverem 4-2 o carteador não consegue firmá-las, tirar os trunfos, e terminar na mesa; ele precisa de espadas 3-3). No nosso jogo, ganhamos 1 imp quando batemos os 2 paus na saída. (Singapura também saiu paus mas trocou na vaza 2). Bolsa igual no jogo das mulheres quando os dois lados saíram trunfo, 510 para as carteadoras.

2 mesas marcaram o slam, e ambas deram a sorte de ganhar. 11 imps para Emirados Árabes Unidos contra África do Sul, e para Suécia contra Dinamarca.

Mão 10:

Se Sul abrir, como muitíssimas duplas fazem, fica difícil parar antes de game. (E, efetivamente 3ST pode ganhar se o ataque bobear). Na nossa mesa, Sul abriu, os adversários foram a 5, e não houve bobeira: minha saída foi a Dama de espadas e eles caíram 2. Do outro lado, Miguel passou e atacou 2 na outra linha, derrubando 1 também. 7 imps para nós.

No jogo das mulheres, as holandesas jogaram 3ST, mas a saída foi Dama de espadas também, 1 down. Na outra mesa, Paulinha e Tubiska conseguiram parar em 3; infelizmente, depois da mesma saída, a Paulinha errou a jogada de ouros e caiu uma. Bolsa igual.

Houve 5 swings de 12 ou 13 imps quando um lado fez um game e o outro caiu: os favorecidos foram USA1, Emirados Árabes Unidos, França, Inglaterra e Austrália, e os perdedores foram China, África do Sul, N. Zelândia, Japão, e USA2. Três mesas dobraram 2 por Oeste. Um destes dobres rendeu 7 imps para o Canadá quando este contrato caiu uma e, na outra mesa, os argentinos caíram em 3ST. Os outros dobres ocorreram no mesmo jogo, Índia vs. Bulgária, mas a Bulgária ganhou 9 imps quando derrubou o contrato em uma mesa e ganhou na outra.

Mão 11:

Um 4 (que ganha 5 com a figuração em paus) em Norte-Sul, com uma boa defesa em 5. Na nossa mesa, não defendemos, e Singapura ganhou 450. Na mesa de Gabriel e Miguel, Singapura jogou 4, sem dobre (certamente Gabriel e Miguel estavam contentes com o contrato e não queriam levar o adversário a 5 ). 6 imps para Singapura.

No jogo das mulheres, 8 imps para a Holanda quando elas defenderam em 5♦ e, na outra mesa, foram a 5 . (Pegar os paus desta forma é muita sorte).

Algumas mesas tiveram swings de 6 imps, como o nosso, mas nenhuma com os mesmos contratos. China e Dinamarca foram dobradas em 5 , e os dobradores (USA1, Suécia) não riram. A Austrália engoliu o game e perdeu 6 imps para USA2 por causa disso. A Bulgária e a França ganharam 9 imps (de Índia e N. Zelândia) quando defenderam, sem dobre, em 5 . E o resultado esquisito da rodada foi em Polônia vs. Egito, quando a Polônia ganhou 4 em uma sala e derrubou 5 (?), 300, na outra.

Mão 12:

Uma mão de parcial em Norte-Sul, com 18 e 5 na linha. Singapura achou que era uma mão de game, marcou 3ST em nossa mesa, e, com a saída de paus, caiu 2. 8 imps para nós quando Gabriel e Miguel ganharam 2ST na outra mesa. No jogo das mulheres, Paulinha e Tubiska ganharam 3ST com a saída de espadas; quando a Holanda ficou em 2 na outra mesa, ganhamos 10 imps.

Para quem gosta de números, 14 das 22 mesas jogou em ST (13 delas carteando por Norte), e em apenas uma destas mesas a saída foi ouros. Já não se sai mais como antigamente.

Emirados Árabes Unidos ganhou 3ST (com a saída de paus) contra África do Sul, que estava caindo em 4 Espadas (!), e assim os árabes levaram 12 imps. A França ganhou 8 imps quando parou em 1 Espadas em uma mesa e derrubou 3ST na outra (foram eles que saíram ouros).

Mão 13:

Uma mão emocionante na nossa mesa. Os adversários ficaram em 1ST por Norte (abrindo de 1ST fraco). Se eu saísse de copas faríamos apenas 4 copas e 1 espadas; eu saí espadas (com o 5), Jeovani fez a vaza e voltou espadas. O carteador ganhou na mesa e jogou… copas: pequena, Dez, Rei. (O carteador não imaginava que eu pudesse ter essas copas). Voltei Espadas (sempre jogando minhas cartas maiores). O carteador ganhou a vaza, entrou na mesa em paus, e jogou… copas! pequena, Dama, Ás. O naipe bloqueou, mas ainda tínhamos uma chance: bati o mico de espadas. Mas é claro que o Jeovani, assim como o carteador, não imaginou que eu pudesse ter essas copas, e ficou com o Valete de copas. 7 vazas para eles.

Será que dava para acertar esta posição? Acho que a jogada de Dama de copas na segunda dá uma tremenda bandeira. Qual é o carteador que joga copas para o Dez, perde para o Rei, e depois, com Q9 na mão, joga copas para a Dama? No mínimo, está marcado que eu tenho o Nove. O mais difícil da mão é imaginar a posição — e atacar com plena concentração um contrato de 1ST. Na outra mesa Gabriel e Miguel ficaram em 3, caindo uma, 5 imps para Singapura. No jogo das mulheres, as duas mesas cartearam em copas, mas nós derrubamos uma a mais (em um contrato um nível abaixo!), e assin ganhamos 3 imps.

Os maiores swings foram de 9 e 8 imps, quando um lado caía 200 ou 300 enquanto o outro ganhava parcial. Estas mãos com todos vulneráveis são perigosas. A Nova Zelândia ganhou 9 da França quando derrubou 3 em 3, e USA2 ganhou 8 da Austrália quando dobrou 3 e derrubou uma.

Mão 14:

Um 4 normal que só precisa de alguma sorte em ouros e espadas. Bolsa igual em nossas 4 mesas. Apenas 6 mesas conseguiram parar em parcial, duas delas no mesmo jogo (Argentina vs. Canadá). As equipes que ganharam 5 imps nas outras mesas foram França (vs. N. Zelândia), Japão (vs. Inglaterra), Polônia (vs. Egito) e Dinamarca (vs. Suécia).

Mão 15:

Um 6♦ relativamente simples de se marcar. Bolsa igual no jogo dos homens quando os dois lados fizeram uma overtrick improvável: contra o Miguel, a saída foi Dama de copas (?), e contra Singapura o Jeovani saiu de Ás de espadas e depois foi apertado em espadas-copas. No jogo das mulheres, o slam foi marcado e as duas mesas fizeram 12 vazas.

6 mesas engoliram o slam. 2 delas deram a sorte de ocorrer na mesma partida, Guadalupe vs. Jordânia. As outras perderam 12 ou 13 imps: quem se deu bem foi o Japão, o Canadá, a Bulgária, e a Austrália, contra Inglaterra, Argentina, Índia e USA2.

Mão 16:

Uma boa bolsa para nosso sistema, quando Jeovani abriu de 1 em Oeste e eu passei. Os adversários chegaram a 2ST e fizeram 8 vazas, 120 (foi praticamente o pior resultado da sala para Norte-Sul). Em quase todas as outras mesas a abertura foi 1ST, e Este-Oeste estavam condenados a cair em múltiplos de 100. Quando Gabriel e Miguel conseguiram dobrar, o resultado foi 800, 12 imps para nós em uma última bolsa muito boa. No jogo das mulheres, bolsa empatada em 1ST, 3 down, 300.

Outras 2 equipes conseguiram anotar 11 imps a seu favor: USA1 ganhou 11 da China ao dobrar 2 (certamente os chineses estavam fugindo de 1STx), e a Dinamarca ganhou 11 da Suécia atacando 1ST dobrado.

O placar dos nossos jogos foi:

Brasil 29 x 32 Singapura (9.09 PVs para o Brasil)
Brasil 13 x 33 Holanda (5.00 PVs para o Brasil)

Um resultado mais ou menos no livre, e ruim (mas de certa forma esperado) no
feminino. A essa altura estávamos em 6º no livre, com 214.07 PVs, e em 15º no
feminino, com 147.28 PVs.

Chennai, 17ª rodada do RR

Décima sétima rodada, Brasil contra França no livre e nas mulheres.

A formação da equipe livre: Gabriel em Norte, Miguel em Sul, Beto em Oeste, Diego em Leste. A equipe feminina: Paulinha em Norte, Tubiska em Sul, Isabella em Oeste, Leda em Leste.

A mão 1 foi um caixão (só violado quando a Argentina jogou 2 dobrados em E-O e caiu 1400 — não vulnerável! Ou seja, fez 2 vazas. 14 imps para a Bulgária).

Mão 2:

Norte-Sul ganham 4, mas a defesa em 4 (não vulnerável contra vulnerável) é boa. Ganhamos 4 imps com esta defesa (Miguel fez 11 vazas em 4). Vejam que com a saída de seca de Paus, o carteador precisa entrar de Ás, caso contrário o ataque derruba 4. Nada de extraordinário — todos os carteadores que receberam esta saída fizeram isso, como era de se esperar no campeonato mundial. As mulheres empataram a bolsa em 4 feitas.

O maior swing da bolsa foi novamente contra a Argentina, quando os argentinos em Norte-Sul jogaram… 5♣ dobrados, caindo 800. 16 imps para a Bulgária, e um começo tenebroso para nossos colegas sulamericanos. O Japão ganhou 13 da Jordânia quando empurrou os adversários a 5. O Egito, a Polônia, a Dinamarca e a Austrália ganharam 11 quando seus adversários (Guadalupe, Canadá, Índia e Singapura) derrubaram apenas 100 em 4. A Inglaterra duplicou nosso resultado contra a China, ganhando [apenas] 3 imps quando seu carteador fez 10 vazas em 4. E a Nova Zelândia ganhou 5 imps da África do Sul quando derrubou 5 em uma sala e 4 dobradas na outra, 100 em cada mesa.

Mão 3:

Gabriel e Miguel cartearam 4 dobradas e caíram 500. Seria um bom resultado se 4 tivessem sido feitas na outra mesa. Os franceses começaram com o melhor ataque: copas para o Ás, copas cortadas, Ás de trunfo e trunfo. O carteador agora tem 4 vazas em espadas, 1 copas, 2 ouros, e 2 paus. A maneira mais simples de buscar a décima vaza é fazendo um corte de paus na mesa, mas as comunicações estão complicadas (esta linha acaba não conseguindo fazer o Rei de copas, pois Norte ainda tem trunfos). Claro que a linha do corte de paus na mesa pode abrir mão da vaza do Rei de copas caso os paus fiquem firmes. Esta foi a linha escolhida pelo Beto, e como as cartas estão (Q9xx em Norte) ele acabou caindo.

Durante o comentário no BBO, algumas pessoas queriam que o Beto fizesse uma jogada completamente pirotécnica em paus: começar o naipe jogando o Valete da mão (supostamente Norte cobriria), depois paus para o Ás, e uma finesse de paus, ou seja, uma linha que precisa encontrar um doubleton de paus em Sul incluindo duas de três cartas, o 7, o 9 e o 10. Ainda bem que o Beto não fez isso.

Infelizmente, porém, há uma linha bem superior (depois que Sul mostrou 1 espadas e 7 copas), que o Beto não viu. Basta ganhar a segunda vaza de ouros na mão, bater o Rei de ouros, entrar na mesa com o terceiro trunfos, jogar Ás de ouros, ouros cortado (estamos isolando a ameaça em ouros), correr os trunfos, jogar paus para o Rei, e bater as vazas da mesa (Ás de ouros e Rei de copas). Como ele tem 9 vazas firmes nessa altura e já cedeu 3, esta linha ganha com o squeeze ouros-paus (que ocorre na mão em tela), quando QJ de ouros caem, e, se nada disso acontecer, ele sempre pode fazer a finesse de paus no apagar das luzes (se, por exemplo, Sul mostrar 2 ouros apenas — o carteador terá jogado três vazas no naipe, lembrem-se). Esta linha ganha quando Sul tem 3 ouros e 2 paus (a condição mais provável dadas as distribuições dos naipes ricos), e também tem chances de sucesso com outras distribuições.

De qualquer modo, perdemos 12 imps. No jogo das mulheres, perdemos 11 imps quando as francesas ganharam 4 em uma mesa e caíram apenas 1 em 4 na outra mesa.

Só 4 mesas caíram em 4 , além da nossa. USA1, Jordânia, Guadalupe e Argentina ganharam 12 imps de Emirados Árabes Unidos, Japão, Egito e Bulgária.

Mão 4:

Poucos contratos foram cumpridos nesta mão, em que 4 e 5 caem. No jogo dos homens, ganhamos 3 imps quando caímos apenas 1 em 5 e os franceses caíram 2. No jogo das mulheres, ganhamos 7 imps quando derrubamos 4 (dobradas) em uma mesa e 5♦ na outra.

O maior swing foi a favor da Bulgária contra a Argentina (quarta bolsa com um swing grande neste jogo!). A Bulgária conseguiu ganhar 4 dobradas em uma mesa e derrubar o mesmo contrato na outra, 14 imps. Swings de 12 imps (quando alguém cai 2 dobradas em 5 e 1 em 5 ) favoreceram USA1 vs. Emirados Árabes Unidos e Dinamarca vs. Índia. Swings de 7 imps (1 down em 5 , 1 down em 4 dobradas) favoreceram Guadalupe vs. Egito e USA2 vs. Suécia.

Mão 5:

Um 4 muito interessante de se analisar, apesar de ter sido quase caixão (19 mesas fizeram 10 vazas). Nos nossos jogos a mão foi empatada.]

Eu estava assistindo, no Vugraph, o jogo de USA2 vs. Suécia. A saída de Sul foi ouros. O carteador cortou na mesa e jogou Ás de espadas e espadas, finesse, perdendo para a Dama. Norte voltou pequeno ouros (melhor ataque) e o carteador jogou o Rei, baldando paus da mesa. Então jogou copas para o Valete, tirou o trunfo, e jogou copas; quando Sul fiou, o carteador se estrepou. O ataque tem saída da mão em ouros, e o carteador não consegue mais fazer a quarta carta de copas. 1 down. Claro que o carteador podia ter feito melhor, mas o ataque foi ótimo. 10 imps para USA2, e os mesmos imps para a Inglaterra (vs. China).

A mão 6 foi quase caixão. 1 ou 2 imps foram trocados de mão, com a maioria caindo no contrato de 2 Espadas por Norte-Sul. Nos jogos do Brasil, bolsa empatada. O único swing importante foi a favor da Índia contra a Dinamarca, que ganhou 10 imps quando a Dinamarca dobrou 1ST (em Este-Oeste) e os indianos fizeram 9 vazas.

A mão 7 foi outro “quase caixão”, com Este-Oeste jogando 3ST. Bolsa empatada no jogo dos homens, e as mulheres ganharam 1 imp de overtrick. O Japão ganhou 11 imps quando a Jordânia engoliu o game (foi a única mesa que conseguiu engolir, com 20 e 7 na linha).

Mão 8:

Um game com 15 e 10, acho um pouco surpreendente que tantas mesas tenham engolido. Ganhamos 1 imp de overtrick (3ST +2 vs. 4 feitas) no jogo dos homens, e empatamos a mão no jogo das mulheres.

O maior swing foi no jogo Bulgária vs. Argentina (mais uma vez!), quando a Argentina caiu em 3ST depois da saída de Valete de ouros, perdendo 11 imps. 4 mesas engoliram o game, perdendo 6 ou 7 imps. USA1, África do Sul, Egito e Austrália ganharam de Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Guadalupe e Singapura.

Mão 9:

Miguel e Gabriel acertaram um ponto fraco da França nesta mão. Miguel abriu de 1 em terceira posição, Oeste marcou 1 , Norte marcou 2 Paus, e ninguém falou mais nada. 4 down, 200 para a França, mas 10 imps para nós quando Diego e Beto fizeram 3ST na outra sala. No jogo das mulheres, a França carteou 5♦ em uma sala, e nós carteamos 3 Ouros na outra, 10 imps para a França.

Quase todas as mesas tiveram swings de 5 ou mais imps. Os contratos carteados incluíram 2 por Este-Oeste (fazendo 8 vazas…), 1 por Este-Oeste, 2 e 3 dobrados em Norte-Sul (caindo 800 nos dois casos), 1ST por Este-Oeste, 5 por Este-Oeste, 2 em Sul, 3 por Este, etc. (A Argentina ganhou 9 imps na bolsa quando marcou 5 em uma sala e 3 + 2 na outra).

Mão 10:

Praticamente caixão em 3ST. (Nos nossos jogos, bolsa empatada nos homens, 1 imp para a França nas mulheres). Só 2 mesas destoaram, nenhuma delas no jogo Argentina vs. Bulgária. O Japão ganhou 10 quando a Jordânia carteou 3 por Sul. E o Canadá, de alguma forma (gostaria de saber como, mas este jogo não estava no Vugraph), caiu em 3ST contra a Polônia, 13 imps.

Mão 11:

Os franceses foram sozinhos a 5 nesta mão e perderam merecidos 11 imps. O leilão foi muito estranho: 1, 1 , 4, 5 (??), 5 . Miguel saiu pequeno paus para acabar com a questão. No jogo das mulheres, bolsa igual.

Houve outros 4 swings de 10 ou mais imps, favorecendo Emirados Árabes Unidos (vs. USA1), N. Zelândia (vs. África do Sul), Japão (vs. Jordânia) e Canadá (vs. Polônia).

Mão 12:

O Diego tirou proveito da vulnerabilidade aqui, interferindo em 3 com as cartas de Este e sendo dobrado aí mesmo. 500 para a França, mas 4 imps para o Brasil quando 3ST fez 10 vazas na outra mesa. No jogo das mulheres, perdemos 1 imp quando a França fez 4 (deveria cair com a saída de ouros) e nós fizemos 9 vazas em 3ST.

11 mesas pararam em 4 , mas apenas 3 ganharam, evitando os dois cortes defensivos. 12 ou 13 imps para a Inglaterra (vs. China), Emirados Árabes Unidos (vs. USA1), Polônia (vs. Canadá), e USA2 (vs. Suécia. Bolsa igual com os dois lados caindo em 4 em Bulgária vs. Argentina e Jordânia vs. Japão.

Mão 13:

Com todos vulneráveis, o par da mão é 4 em E-O, pois 4 dobrados cai 200. Na prática, muito poucas mesas jogaram 4 (só 2 no jogo dos homens), a grande maioria ficou em 4 Paus mesmo. Bolsa igual em 4 no livre. No feminino, ganhamos 2 imps quando a França foi a 4 dobradas e nós ficamos em 4 .

O resultado mais notável nas outras mesas foi o lucro de 20 (v-i-n-t-e) imps que a África do Sul conseguiu quando a Nova Zelândia redobrou (r-e-d-o-b-r-o-u) 4 por Este. Caiu 2200. A Nova Zelândia não se deu muito bem nessa bolsa.

Mão 14:

Ganhamos 2 imps quando carteamos 3ST +2 enquanto a França jogava 5. Enquanto isso, as mulheres perdiam 5 imps quando as duas mesas jogaram 3 dobrados em Norte-Sul, mas nós só derrubamos 2 e as francesas derrubaram 3.

Nas demais mesas, vários swings de 7, 8 e 9 imps quando alguém engolia o game (às vezes dobrando 2). A Inglaterra perdeu o maior swing quando jogou 2 (em Este-Oeste!) ao invés de 3ST, contra a China; foi a única marcação para Norte-Sul, e deu 10 imps para os chineses.

Mão 15:

Uma raridade (quem acompanha a série sabe que é raro): Beto e Diego engoliram um game. Mas era não vulnerável, e assim perdemos só 6 imps. No jogo das mulheres, os dois lados engoliram, bolsa igual.

Tivemos 4 companheiros: os chineses (vs. Inglaterra), os egípcios (vs. Guadalupe), os poloneses (vs. Canadá) e Singapura (vs. Austrália), todos perdendo 6 imps. Na verdade, tivemos outros 4 companheiros em jogos que empataram a bolsa quando todos engoliram o game: Emirados Árabes vs. USA1 e Dinamarca vs. Índia.

Mão 16:

Gabriel e Miguel tiveram uma bolsa excelente quando derrubaram 3ST depois da saída de 5 de Espadas em Sul. Infelizmente, Beto e Diego não conseguiram marcar o game quando os franceses começaram com 1 de Norte, 1 de Sul (Dobro do Beto), 2 de Norte. Eles ficaram em 3, 170, o que nos deu 7 imps. Podiam ter sido 10, e foram 10 no jogo das mulheres, quando a França ganhou 3ST e nós carteamos 3 (+2) na outra mesa.

Só 3 mesas caíram em 3ST: além da França, a Argentina caiu (dando 12 imps para a Bulgária) e Guadalupe caiu (dando 6 imps para o Egito quando o Egito ficou em 3). Swings de 9 ou 10 imps, quando um lado marcou o game e o outro engoliu, favoreceram os Emirados Árabes Unidos (vs. USA1), a Jordânia (vs. Japão), e a Índia (vs. Dinamarca).

O placar dos nossos jogos foi:

Brasil 42 x 18 França (15.74 PVs para o Brasil)
Brasil 10 x 38 França (3.58 PVs para o Brasil)

Um ótimo resultado no livre, um confronto direto, e ruim no feminino. A essa altura estávamos em 5º no livre (passando a própria França), com 204.98 PVs, e em 15º no feminino, com 142.28 PVs.

Chennai, 16ª rodada do RR

Décima sexta rodada, Brasil contra Austrália no livre, Brasil contra Paquistão
nas mulheres.

A formação da equipe livre: Gabriel em Norte, Miguel em Sul, Beto em Oeste,
Diego em Leste. A equipe feminina: Leda em Norte, Isabella em Sul, Graça em
Oeste, Juliana em Leste.

Mão 1:

Um 4 com apenas 13 e 6 na linha, e ao mesmo tempo 4 na outra linha é boa defesa. Uma mão com potencial de swings. No jogo dos homens foi bolsa igual em 4 . No jogo das mulheres, defendemos em 4 , sem dobre, caindo 50. O saldo foi de 3 imps para nós quando, na outra mesa, não marcamos o game.

O maior swing foi a favor da Suécia, que foi dobrada em 4 enquanto, na outra mesa, Singapura ficava em 2 com as cartas de Norte-Sul. 11 imps para a Suécia. A França ganhou 9 imps da África do Sul quando fez 4 em uma sala e jogou 3 1 down, sem dobre, na outra. Guadalupe ganhou 8 imps do Canadá, e a China ganhou 8 imps da Jordânia, quando conseguiram fazer o game em uma sala e defender em 4 , 2 down, sem dobre, na outra. O swing “mais normal” ocorreu apenas em Bulgária vs. Polônia, quando a Bulgária ganhou 3 imps por defender o game em 4 dobradas, caindo 300. (Como há variações de swings!).

Mão 2:

O segredo da mão é conseguir parar em game depois que Este abre de 2 (ou mostra força equivalente por outro leilão), marca espadas, e seu parceiro apóia. O Brasil conseguiu parar, a Austrália não, e assim ganhamos 11 imps. No jogo das mulheres, as duas mesas jogaram game.

7 mesas foram a slam e caíram uma. 4 destas mesas ocorreram nos mesmos jogos (Inglaterra vs. Emirados Árabes Unidos, Índia vs. USA2), sem swing. As outras 3 mesas produziram swings de 11 pontos a favor de Brasil (como já vimos), África do Sul e Suécia contra Austrália, França e Singapura.

Mão 3:

Uma mão na qual ninguém quer cartear alguma coisa, todos os contratos parecem problemáticos. Algumas mesas ganharam 1ST (nas duas linhas), ou 2 em Norte-Sul, ou 3 Paus em Este-Oeste, mas o mais normal foi que o carteador caísse em algo. Ganhamos 3 imps quando Beto e Diego caíram 1 em 1ST, enquanto Gabriel e Miguel derrubavam 2 em 2 por Este. No jogo das mulheres, bolsa igual quando nós caímos em 1ST (por Norte) e derrubamos 3 por Norte na outra sala. De maneira geral, poucos swings (3 a 7 imps).

Mão 4:

Para ganhar pontos nesta mão, era necessário conseguir parar em parcial. Nenhuma das duas mesas conseguiu fazer isso, bolsa igual em 4, uma down. (Curiosamente, este empate só ocorreu na nossa mesa — houve outros empates, mas todos em 3 feitas). No jogo das mulheres, o Brasil ganhou 10 imps quando o Paquistão entregou 4 para a Graça.

O Canadá também conseguiu ganhar 4, contra Guadalupe, e ganhou 9 imps assim. Outros swings foram de 6 ou 7 imps, quando uma mesa parava em parcial e a outra jogava game e caía. Os favorecidos foram Inglaterra, França, Japão, Argentina e Singapura contra, respectivamente, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Egito, Dinamarca e Suécia.

Mão 5:

Esta mão foi o grande sucesso da Austrália nesta rodada. Sul abriu de 1 e Oeste marcou 2. Norte-Sul não conseguiram achar o bom contrato de 5 e terminaram em 4 (como três outras mesas — inclusive os australianos na outra sala). Só que o saidor da Austrália acertou de começar com o Ás de paus e paus, encurtando o Miguel. A essas alturas, analisando friamente a mão (algo que eu não fiz lá quando discutíamos o caso após o jogo), me parece que não adianta se precaver contra copas 5-1; você sempre cairá neste caso (perdendo, no mínimo, 2 copas e 2 paus, isso se os paus estiverem 6-3). Ou seja, a melhor linha deve ser bater 2 trunfos (deixando Qx de lado) e jogar ouros colocando uma seca na mão de Oeste, isto é, batendo o Ás, entrando ma mesa com o Valete de espadas, e fazendo a finesse de ouros. Esta linha ganharia o contrato. Mas o Miguel fez a finesse de copas e caiu quando perdeu para a Dama segunda. (Castigo cruel).

Do outro lado, quando o Beto saiu espadas, não houve dificuldades na mão. 13 imps para a Austrália.

No jogo das mulheres, Graça e Juliana foram dobradas em 3, que parece ser boa defesa, caindo 300, mas quando Leda e Isabella caíram em 3ST na outra sala (provavelmente errando a mesma finesse de copas depois da saída de espadas), perdemos 9 imps.

Tivemos 4 companheiros com swings de game (apenas um deles carteando 4): a Inglaterra ganhou de Emirados Árabes Unidos, a França ganhou da África do Sul, Guadalupe ganhou do Canadá (foram os canadenses quem caíram em 4 junto conosco), e a Polônia ganhou da Bulgária. Singapura ganhou 8 da Suécia quando conseguiu jogar 4 dobrados em uma sala e ganhar 4 (com a saída de seca de ouros!) na outra.

A mão 6 foi um game aparentemente fácil de se marcar, com 17 e 9 na linha e muitas honras em frente às secas. Foi bolsa igual no jogo dos homens. No jogo das mulheres, houve algum acidente e engolimos o game, perdendo 8 imps para o Japão.

Na Bermuda, o Canadá também parou em parcial contra Guadalupe, perdendo 8 pontos. A Bulgária (contra a Polônia), o Japão (contra o Egito), e Emirados Árabes e Inglaterra (enfrentando-se) marcaram o game errado. Onde houve swing, foi de 11 ou de 14 imps a favor de quem jogou 3ST.

Mão 7:

Beto e Diego foram a única dupla que achou a defesa de 4, caindo 500, o que nos valeu 13 imps quando Gabriel e Miguel ganharam 4 na outra sala. A bolsa foi empatada no jogo das mulheres. Muitos swings de 9 a 13 imps por aí, quando alguma sala caía no game (errando a jogada de paus), ou quando alguma sala engolia o game. Verdade seja dita, um destes swings foi a favor de Singapura quando a Suécia foi empurrada a 5 , ou seja, o mais provável é que o pessoal de Singapura também tenha achado a defesa de 4. Os favorecidos pelos swings foram: China, Inglaterra, Nova Zelândia, Japão, Guadalupe, Bulgária e Singapura, contra, respectivamente, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, USA1, Egito, Canadá, Polônia e Suécia.

Mão 8:

18 e 10 na linha, sem fit, parece uma mão trivial, não? E de fato ela foi empatada em nosso jogo (10 vazas em ST nos dois lados), enquanto perdíamos 1 imp de overtrick no jogo das mulheres. Em 4 mesas, alguns malucos marcaram slam. Os que marcaram 6ST conseguiram fazer 12 vazas quando as espadas caíram, com o Rei bem colocado. (Eita contrato bão!). Curiosamente, os que jogaram 6 e 6 (cada contrato foi marcado em uma mesa) caíram; certamente adotaram linhas bem ruins, pois, carteando em espadas, parece simples tirar trunfos (guardando as copas da mesa) e depois firmar copas, com grande abundância de entradas. Em copas é um pouco mais complicado, mas a saída foi ouros; agora, por que não fazer a finesse de espadas, depois cortar ouros, bater o Ás de copas, baldar o paus no Ás de espadas, voltar para a mão em paus e jogar Rei de copas e copas? Há alguma outra linha com uma chance razoável?

Claro que isso é uma discussão um pouco ociosa. Todos estes contratos são péssimos. Mas o que importa são os imps. Os Emirados Árabes Unidos e a França ganharam 11 da Inglaterra e da África do Sul quando ganharam 6ST; a Dinamarca e a Índia ganharam 11 da Argentina e de USA2 quando derrubaram 6 e 6.

Mão 9:

Nessa aqui o Beto mostrou que não treme (como se já não soubéssemos). Depois de um leilão em que Sul convidou a game e Norte aceitou, ele dobrou, em Oeste (se vocês quiserem saber por que, melhor perguntar a ele — quem sabe ele responde aqui?). Com os ouros encostados, o australiano não conseguiu ganhar. 6 imps para nós quando Gabriel e Miguel acertaram e ficaram em 2ST. No jogo das mulheres, bolsa igual em 3ST caindo uma.

9 mesas ganharam 3ST depois da saída de ouros — é fácil ver como isso ajuda — ou da saída de espadas — que já não ajuda tanto. 4 destas mesas ocorreram nos mesmos jogos e por isso não produziram swing. Os 5 swings que restaram foram a favor da França (vs. África do Sul), Bulgária (vs. Polônia), Argentina (vs. Dinamarca), USA2 (vs. Índia), e Singapura (vs. Suécia).

Mão 10:

Um 6 que é difícil de marcar. 13 mesas ficaram em game. No nosso jogo, as duas mesas marcaram. O Brasil ganhou 1 imp quando o Beto fez uma overtrick bem arriscada: ele ganhou a saída em paus, bateu mais 2 paus baldando espadas da mesa, e começou a cortar cruzado. Depois de um corte de espadas na mesa e 1 corte de copas na mão, ele jogou a terceira vaza de espadas e cortou com o 3 da mesa. Depois ele me disse que o australiano em Sul já estava com a carta destacada antes dele jogar na mesa. Acontece até em campeonato mundial, turma!

No jogo das mulheres, enquanto o Paquistão engolia em uma mesa, nós jogávamos o slam errado na outra: 6ST não tinha chance, e assim perdemos 12 imps.

A Argentina ganhou um presente enorme de 17 imps quando os dinamarqueses também jogaram o slam errado, parando em 6. Outros swings de 12 imps foram a favor da China (vs. Jordânia), Índia (vs. USA2), e Singapura (vs. Suécia). Guadalupe ganhou 13 imps bem sortudos quando marcou 7 Ouros e o Canadá não saiu ouros.

Mão 11:

Outro slam, só que bem pior. Ninguém marcou em nosso jogo, bolsa empatada (tanto para os homens quanto para as mulheres). Apenas 2 mesas marcaram o slam: a China ganhou 11 da Jordânia e a África do Sul ganhou 11 da França.

Mão 12:

Essa mão foi um sofrimento para mim, que assistia o jogo pelo BBO. Os dois lados pararam em 3ST por Sul depois que Este abriu com uma barragem de espadas. As duas saídas foram Valete de Espadas. Claro que a mão não pode ganhar com os ouros como estão: Este tem uma entrada absoluta no naipe e as espadas firmes. O máximo que o carteador pode fazer é 1 espadas, 2 copas, 2 ouros e 2 paus, 2 down. Foi o que fizeram contra Beto e Diego.

Enquanto isso, Miguel ganhou a segunda vaza e jogou pequeno paus da mão. Oeste fez a vaza e (meio hipnotizado pela carta alta que o parceiro usou na segunda vaza de espadas) voltou com o DOIS de copas! Agora o Miguel tinha 8 vazas, e podia ganhar se lesse o final inteiro: joga o Dez de ouros da mesa, Este tem que cobrir; agora Sul bate todas as cartas, sai da mão com o Nove de Espadas, e Este precisa abrir ouros para ele. Claro que olhando da arquibancada é muito mais fácil; o Miguel não jogou assim e terminou com 8 vazas, 3 imps para nós.

Será que a linha vencedora é razoável? Oeste já mostrou 2 espadas e 4 copas (supondo que Este não deixou de jogar uma honra à toa). Se o Miguel bate uma vaza paus, ele descobre os 5 paus em Oeste, e a essa altura ele sabe que Este (deve…) ter 3 ouros pelo menos (talvez 4, caso Oeste tenha 5 copas). Mas Este poderia muito bem cobrir o Dez de ouros com uma honra pelada (Qxx ou Jxx), pois ele sabe que o carteador pretende dar a mão para Oeste. A mão é bem complicada, e a moral da história é que quando o adversário faz uma coisa absurda como este Dois de Copas, fica ainda mais difícil entender o que se passa.

Na mesa das mulheres, ganhamos 3 imps quando o Paquistão parou em 3 e caiu 2.

Quase todo mundo caiu com as cartas de N-S; as exceções foram Guadalupe e Dinamarca, que pararam em 2ST e ganharam 8 imps do Canadá e da Argentina, respectivamente.

Mão 13:

Uma mão de parcial com todos vulneráveis, ou seja, qualquer swing é de 5 ou mais imps. No jogo dos homens, bolsa empatada em 3. No jogo das mulheres, bolsa emptada quando um lado fez 8 vazas em 2 e o outro caiu uma em 1ST na outra linha.

Apenas uma outra mesa (além da nossa) escapou de algum swing nesta mão, o jogo Argentina vs. Dinamarca. Todas as outras mesas tiveram swings de 5, 7 ou 9 (!) imps, quando um lado caia 300 ou 200 e o outro caía menos, ou ganhava um parcial. Essas bolsas valem muito em um jogo de 16 mãos.

Mão 14:

Um verdadeiro caixão, em todos os jogos do Brasil e nas outras mesas também.

Mão 15:

Continuando o tema de um jogo comentado há poucos dias (Brasil Vs. Suécia), um dobre pedindo saída custou caro. Contra Gabriel e Miguel, ninguém dobrou nada e, carteando 3ST, o Miguel jogou o naipe de ouros de uma forma pouco comum (olhando-se para o naipe isoladamente), perdendo uma vaza para a Dama de ouros. Claro que o contexto da mão altera as contas: a saída tinha sido o 6 de copas, que ele ganhou com o Valete, o que parece indicar copas 5 a 1. De qualquer forma, embora ainda exista linha para ganhar (cartas à vista) mesmo depois desse começo, o Miguel jogou para o mais simples (e mais provável, sem indicações do leilão), a finesse de paus, e caiu. Na outra sala, Norte marcou 2 em um dado momento e Este dobrou. A figuração das espadas era a pior possível para esta ação, e o carteador não teve dificuldades (depois de acertar o naipe de ouros) em fazer 9 vazas. 12 imps para a Austrália. No jogo das mulheres, bolsa igual quando todas ganharam 3ST.

4 mesas, além da Austrália, conseguiram derrubar 3ST, ganhando 12 ou 13 imps; a China ganhou da Jordânia, a Inglaterra ganhou de Emirados Árabes Unidos, a África do Sul ganhou da França, o Japão ganhou do Egito e USA2 ganhou da Índia.
Mão 16:

Uma bolsa de parcial (swings de 4 ou 5 imps por aí). Perdemos 1 imp quando fizemos 1ST em uma sala e os australianos fizeram 2 na outra. (1ST é plenamente derrubável, o Diego jogou bem para ganhar a mão). No jogo das mulheres, perdemos 5 imps quando jogamos 1 , 1 down, em uma sala enquanto o Paquistão jogava 1ST feito na outra sala, com as cartas de Este-Oeste.

Só outra mesa (além da nossa) escapou de um swing de 4 ou mais imps, o jogo França vs. África do Sul, em que a França ganhou 1 imp de overtrick. Em contraste, a Inglaterra ganhou 9 imps dos Emirados Árabes Unidos quando foi dobrada em 1 com as cartas de Norte-Sul e fez 9 (!) vazas.

O placar dos nossos jogos foi:

Brasil 27 x 26 Austrália (10.31 PVs para o Brasil)
Brasil 16 x 35 Paquistão (5.20 PVs para o Brasil)

Um resultado meia-boca no livre, e ruim no feminino. A essa altura estávamos em
6º no livre, com 189.24 PVs, e em 14º no feminino, com 138.70 PVs.

Chennai, 15ª rodada do RR

Décima quinta rodada, Brasil contra Suécia no livre, Brasil contra Polônia nas mulheres.

A formação da equipe livre: Gabriel em Norte, Miguel em Sul, Beto em Oeste, Diego em Leste. A equipe feminina: Leda em Norte, Isabella em Sul, Graça em Oeste, Juliana em Leste.

Mão 1:

Depois de um começo idêntico nas duas mesas (1 de Norte, passo, 2 de Sul, 2 de Oeste, passo), os suecos simplesmente marcaram 3 e fizeram 9 vazas. Na outra mesa, Diego convidou a game (marcando 3) e Beto aceitou. 1 down, 5 imps para a Suécia. No jogo das mulheres, a mesma coisa aconteceu, 5 imps para a Polônia.

Várias mesas tiveram swings parecidos, de +140 e -50.

Mão 2:

O swing nesta mesa começou com a escolha da abertura, em Sul. Miguel abriu de 1, ouviu Oeste marcar 1ST, e o leilão acabou aí. O sueco na outra mesa abriu de 1ST, Beto dobrou, Norte marcou 2, Diego marcou 2, e o leilão acabou aí. Os suecos fizeram 10 vazas em 1ST, e Diego fez 9 vazas em 2, dando um total de 1 imp para a Suécia.

No jogo das mulheres, o Brasil ganhou 2 imps quando carteou 1ST em uma sala e derrubou 2 Espadas (2 down, vulnerável) na outra.

Diga-se de passagem, 2 caindo 2 (ou mesmo mais espadas, caindo mais) foi o resultado mais popular desta bolsa. Na minha opinião, os dois jogadores em Oeste forçaram demais. (Acho a voz de 1ST do sueco, mesmo não-vul contra vul, bastante ruim. Prefiro dobrar). Os maiores swings foram 7 imps para Guadalupe quando a Bulgária entregou 2 em uma mesa e caiu 2 na outra; 8 imps para a Argentina quando USA2 entregou 2 (com overtrick) em uma mesa e caiu 2 na outra; e 12 imps para o Japão quando eles derrubaram o Canadá em 3 dobradas, 800.

Mão 3:

Essa bolsa inaugura um tema presente em duas mãos desta partida: como dobres pedindo a saída são arriscados. Quase todas as mesas cartearam 3ST, com algumas jogando 5 (e a África do Sul jogando 6, que não foi um grande negócio — 10 imps para USA1). Na mesa de Gabriel-Miguel, Miguel abriu de 1 em Sul. Gabriel marcou 1, Miguel disse 1, Gabriel marcou 2 (qq FG), Miguel marcou 2ST, e Gabriel marcou 3ST. A saída foi paus, e o Miguel ganhou na mesa para jogar ouros para o Dez. Oeste fez a vaza com o Valete e voltou com o Dez de Copas, quebrando o Miguel, que perdeu 3 ouros e 2 copas, 1 down.

Na outra sala, Sul abriu de 1, Norte marcou 1ST (alertado), Sul marcou 2, Norte marcou 2, e o Diego, em Este, dobrou. O contrato final (depois de um longo leilão) foi 3ST por Norte. O Diego saiu de Dama de copas, e trocou para pequeno ouros, mas o carteador entrou com a Dama. 10 imps para a Suécia.

No jogo das mulheres, Leda e Isabella fizeram 10 vazas em 3ST, mas as polonesas dobraram Graça e Juliana em 1 na outra sala, derrubando 800, ou seja, 9 imps para a Polônia.

Descartando a capivarada da África do Sul contra USA1, já mencionada, houve 6 swings de game (além do nosso), favorecendo Egito, Inglaterra, Canadá, Bulgária, Polônia e Austrália contra, respectivamente, China, N. Zelândia, Japão, Guadalupe, Dinamarca e França.

Mão 4:

Um game que depende de finesse. Beto e Diego marcaram, e caíram; os suecos não marcaram. 6 imps para a Suécia. (Estamos com pouca sorte nesse jogo até agora!). No jogo das mulheres, derrubamos as polonesas em 4 em uma mesa e em 5 na outra, 5 imps para nós.

Só uma mesa, o Egito, ganhou 4 (pegando o Rei de copas seco atrás), ganhando 13 imps da China (que tinha dobrado o contrato). O outro swing de game foi surpreendente: a Inglaterra conseguiu ganhar 3ST contra a Nova Zelândia, com sua boa pega de copas, mesmo depois da saída de Rei de espadas.

Mão 5:

Um refresco. Gabriel e Miguel marcaram e ganharam 2, e na outra sala os suecos foram a 3. Com um excelente ataque de Beto e Diego, eles caíram 3, 300, e assim ganhamos 9 imps. No jogo da mulheres, ganhamos 6 imps parecidos quando paramos em parcial em uma mesa e derrubamos 4, 1 down, na outra mesa.

Apenas 5 duplas em N-S conseguiram ganhar um parcial (4 delas em espadas, e a quinta em 1 Copas). O Egito, que estava indo muito bem contra a China, caiu 800 em 5 nesta mão e entregou 14 imps assim. As mesas que jogaram parcial e foram recompensadas com imps foram a Inglaterra, USA1, USA2, e França, além de nós.

Mão 6:

Esta é a outra mão seguindo o tema dos dobres pedindo saída, só que dessa vez a nosso favor. Na mesa de Gabriel-Miguel, os suecos jogaram 6 e fizeram 13 vazas. Na mesa de Beto-Diego, em um dado momento o jogador em Sul dobrou 5. Foi o suficiente para que Beto-Diego marcassem 7ST, também fazendo 13 vazas, 13 imps para nós. (Não é fácil marcar esse 7ST mesmo depois deste dobre, pois as honras de ouros estão divididas entre as duas mãos… ótima mão do Brasil).

No jogo das mulheres, bolsa igual em 6+1.

Outras 4 mesas ganharam 13 imps marcando 7 (o beneficiado na frente): China vs. Egito, Emirados Árabes Unidos vs. Jordânia, Guadalupe vs. Bulgária, e Austrália vs. França. No jogo N. Zelândia vs. Inglaterra, a bolsa foi empatada em 7.

Mão 7:

Um game caindo nas duas mesas. Perdemos 3 imps quando caímos uma a mais (nós estávamos em 3ST, os suecos, em 4). Também perdemos 3 imps no jogo das mulheres, por cairmos uma a mais (as duas mesas estavam em 4).

A Dinamarca ganhou 12 imps da Polônia quando conseguiu fazer 4 (!). E 5 outras mesas conseguiram parar em parcial — curiosamente, 4 delas nos mesmos jogos. Assim, o único outro swing de mais de 3 imps foi a favor da Inglaterra contra a Nova Zelândia.

Mão 8:

A maioria das mesas jogou um parcial em ouros, carteando em Norte-Sul. Foi o que também aconteceu na mesa de Gabriel-Miguel, que fizeram 9 vazas em 3. Na mesa de Beto-Diego, Beto abriu de 1, Diego marcou 1♦ (transfer), Sul entrou em 2 e Beto marcou 2ST. O leilão acabou aí (ainda bem), e o Beto só fez suas 4 vazas, caindo 4, não vulnerável, 200 para a Suécia, ou seja, 3 imps para eles.

As polonesas fizeram a mesma coisa contra Leda e Isabella, caindo 4 down não-vulnerável em 2ST, e ganhamos 2 quando, do outro lado, Graça e Juliana caíram 3 em 2.

A única mesa que marcou para Este-Oeste foi Nova Zelândia vs. Inglaterra, onde a Inglaterra perdeu 5 imps quando caiu 1 em 4 por Sul.

Mão 9:

Este-Oeste ganham 3, e foi o que Beto e Diego marcaram. Na outra mesa, Gabriel e Miguel “defenderam” em 1ST, caindo 50. 2 imps para nós. No jogo das mulheres, as duas mesas caíram 1 em 1ST, bolsa igual.

Algumas mesas conseguiram cartear parcial em Copas por Norte-Sul, com diversos swings entre 5 e 6 imps.

Mão 10:

Uma boa parada de Beto e Diego, que cartearam 2, fazendo 10 vazas quando Sul saiu com a Dama de paus. Na outra mesa, Gabriel e Miguel derrubaram 4. 7 imps para o Brasil. No jogo das mulheres, bolsa igual quando os dois lados caíram 2 em 3 e 4.

Apenas duas mesas marcaram e fizeram o game (presumivelmente com a saída de paus por Sul — um dos registros é que Sul teria saído de Nove de Copas, mas acho mais fácil a saída ter sido paus). USA1 ganhou 13 da África do Sul, e USA2 ganhou 11 da Argentina.

Mão 11:

Um ótimo slam, mas difícil de marcar nas condições da mesa, pois os dois jogadores em Sul abriram de 4. Oeste passou, Este marcou 4, e acabou o leilão. Ganhamos 1 imp quando o Miguel saiu de Ás de Copas. No jogo das mulheres, as duas mesas também ficaram em 4, e perdemos 2 imps de overtrick.

4 mesas tiveram swings de slam marcado em uma mesa e engolido na outra: Emirados Árabes Unidos ganharam da Jordânia, África do Sul ganhou de USA1, Austrália ganhou da França, e o Canadá ganhou do Japão.

Mão 12:

Aparentemente, uma mão normal. (Na Bermuda, 19 mesas jogaram game em E-O, ganhando). Os suecos se atrapalharam sozinhos com seu sistema na mesa de Gabriel-Miguel e jogaram 3, 130, 8 imps para nós. No jogo das mulheres, perdemos 10 imps quando Graça-Juliana foram a 5 e caíram uma, errando a jogada de espadas. (A saída foi o Ás de ouros. Não sei como foi o leilão, mas em geral uma saída de Ás pelado, assim, indica uma de 2 hipóteses: vontade de cortar, ou honras de trunfo. Será que a carteadora podia jogar Ás de Espadas e Espadas, precavendo-se, de certa forma, dos dois casos? Não sei. Claro que o problema foi o leilão).

Na Bermuda, a Jordânia ganhou 10 imps de Emirados Árabes Unidos quando derrubou 5 , e a Índia ganhou 12 imps de Singapura quando derrubou 4ST, 4 down (dependendo da mesma jogada de espadas depois da saída de copas).

Mão 13:

Uma mão de parcial, com swings de 6 ou 7 imps em várias mesas. No jogo dos homens, ganhamos 1 imp quando derrubamos 4 em uma mesa e fizemos 4 na outra. No jogo das mulheres, bolsa igual quando os dois lados caíram uma em 4 .

Mão 14:

Um 4 que pode ganhar ou cair, dependendo da inspiração do carteador e do ataque. (9 mesas terminaram com 9 vazas). No nosso jogo, a Suécia ganhou 10 imps quando fez o contrato em uma mesa e derrubou na outra. Quando o sueco carteava, ele recebeu a saída de ouros e colocou o Valete da mesa. Sul cobriu com a Dama, ele fez o Ás e jogou paus; Gabriel entrou com o Rei para jogar ouros, e a mão acabou. Com o Beto carteando, a saída foi equivalente, mas ele não jogou o Valete; ganhou na mão e jogou espadas. O ataque bateu espadas, e ele eventualmente jogou paus da mão e errou a jogada, passando o Dez, quando Norte jogou pequena.

No jogo das mulheres, perdemos 7 imps quando as polonesas fizeram o game em uma sala e nós ficamos em parcial na outra.

Outros swings de 7 ou 10 imps (quando uma sala fazia game e a outra engolia ou caía) foram a favor de Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Guadalupe, USA2, e Singapura contra, respectivamente, Jordânia, USA1, Bulgária, Argentina e Índia.

Mão 15:

O leilão começou igual nas duas mesas: Sul abriu de 1, Oeste marcou 3, Norte marcou 3, e Este marcou 4. Nesta posição, Miguel marcou 6, e o sueco na outra sala marcou 5. Acho um castigo muito grande perdermos pontos nessa mão (a Dama de ouros precisava estar terceira?), pois a voz do Miguel me parece bem melhor. 13 imps para a Suécia.

No jogo das mulheres, bolsa igual quando os dois lados caíram em 6.

Vários swings de 12 ou mais imps pelo campo. A Austrália ganhou 12 da França ao parar em 5, e USA1 fez o mesmo contra África do Sul. A Índia ganhou 13 imps de Singapura quando dobrou 6, como fez a Suécia contra nós. A Jordânia ganhou 15 imps de Emirados Árabes Unidos quando derrubou a defesa de 6 dobradas, 800, em uma mesa, e viu os árabes jogarem 6 (?) na outra mesa, caindo 4 vulnerável.

Tão interessantes quanto os swings são os jogos com menos imps trocados: Nova Zelândia e Inglaterra empataram a bolsa caindo 1100 em 6 e 7 dobradas. Canadá vs. Japão e Dinamarca vs. Polônia trocaram 3 imps quando os dois lados jogaram 6, mas apenas uma mesa dobrou o contrato. USA2 ganhou 5 imps da Argentina quando os argentinos também chegaram a 6 .

Mão 16:

Um game normal para encerrar a partida. Ganhamos 1 imp de overtrick, com os dois lados jogando 3ST (apenas uma mesa não jogou 3ST na Bermuda). No jogo das mulheres, Graça e Juliana ficaram em 2, 10 imps para a Polônia.

Nas outras mesas, a Índia ganhou 12 imps quando Singapura foi jogar 5 (com 3 Ases para fora), e o Japão entregou 13 imps para o Canadá quando caiu em 3ST depois da saída de Ás de ouros.

O placar dos nossos jogos foi:

Brasil 42 x 51 Suécia (7.45 PVs para o Brasil)
Brasil 15 x 46 Polônia (3.12 PVs para o Brasil)

Um resultado frustrante — e azarado — na mesa dos homens (principalmente se lembramos do que ocorreu no final do RR!), e ruim na mesa das mulheres. A essa altura estávamos em 6º no livre, com 178.93 PVs, e em 14º no feminino, com 133.50 PVs.

Chennai, 14ª rodada do RR

Décima quarta rodada, Brasil contra Índia no livre, Brasil contra Guadalupe nas mulheres.

A formação da equipe livre: Gabriel em Norte, Miguel em Sul, Beto em Oeste, Diego em Leste. A equipe feminina: Paulinha em Norte, Tubiska em Sul, Graça em Oeste, Juliana em Leste.

Mão 1:

Um slam razoável em E-O. Se a saída não for espadas, a chance de ganhar é enorme; se a saída for espadas, nem tudo está perdido (embora a linha mais razoável seja a dupla finesse em paus, que perde). No jogo dos homens e no jogo das mulheres, bolsa igual com os dois lados anotando 480. Duas equipes caíram em 6 (Austrália caiu contra a Suécia, e USA2 caiu contra a Polônia). A Jordânia, contra a Nova Zelândia, parou em 3ST ao invés de 4, e de algum modo conseguiu cair (!), dando 11 imps para a Nova Zelândia. O Canadá ganhou o slam contra a China, ganhando 10 imps com isso. A Argentina brilhou quando ganhou o slam mesmo depois da saída de espadas, mas ganhou apenas 2 imps com isso quando Singapura fez 6 na outra mesa.

Mão 2:

Quando uma linha tem 9 espadas fechadas, o normal é que esta linha carteie algum número de espadas, e não houve exceções na Bermuda. Na mesa dos homens, os dois lados foram empurrados a 5, 1 down. Na mesa das mulheres, todas jogaram 4 feitas. No campo inteiro (dos homens), das 22 mesas, 13 caíram em 5 (ou 6) , e 9 conseguiram cartear no nível de 4. Grandes swings foram anotados a favor da Jordânia contra a N. Zelândia, França contra USA1, e Dinamarca contra Guadalupe.

Mão 3:

Um 3ST com 15 e 8 na linha e um naipe 6º que corre. Só há um defeito, bem grave, a falta de Ases. Com a saída normal de ouros por Norte, todos os que se meteram a jogar 3ST se deram mal. No jogo dos homens, tivemos a terceira bolsa igual, em 3ST, 2 down. No jogo das mulheres, a mão também foi empatada, mas de forma estranha: Paulinha e Tubiska conseguiram cartear 2 em N-S, fazendo 8 vazas, enquanto Graça e Juliana caíam apenas uma (100) em E-O.

Apenas 6 mesas conseguiram anotar a favor de E-O, nenhuma delas fazendo algum game. Os contratos cumpridos foram parciais em paus, ou 1ST. Os maiores swings foram 5 imps para Emirados Árabes Unidos vs. Egito, 8 imps para Inglaterra vs. África do Sul, 8 imps para USA2 vs. Polônia, e 10 imps para Argentina vs. Singapura (quando Singapura caiu 300 em 4 Espadas).

Mão 4:

Um game normal em E-O. A mão é perigosa pois, se N-S (depois de uma abertura forte de Oeste) se arriscarem marcando 2 (todos vul), eles podem sofrer multas pesadas (neste contrato ou em 3 por Sul). Outra bolsa igual na mesa dos homens quando os dois lados fizeram 11 vazas em 3ST (e 4ST); o mesmo ocorreu com as mulheres.

5 mesas caíram na armadilha e foram dobradas em N-S (caindo 1100 ou 1400!). Os beneficiados foram a China (vs. Canadá), o Egito (vs. Emirados Árabes Unidos), a África do Sul (vs. Inglaterra), USA2 (vs. Polônia), e Austrália (vs. Suécia), ganhando de 9 a 13 imps.

Mão 5:

O placar saiu do zero nesta mão, nos dois jogos. Contra Beto-Diego, os indianos marcaram 1ST e fizeram 7 vazas (o contrato poderia ter sido derrubado depois da saída de ouros); Gabriel e Miguel acharam o contrato muito melhor de 3 e fizeram 10 vazas. 1 imp para o Brasil. No jogo das mulheres, Guadalupe jogou 2 (110) e nós jogamos 3 (130), 1 imp para nós ali também.

5 mesas conseguiram competir em E-O, marcando e ganhando 3. Outras mesas argolaram demais com as cartas de N-S, marcando 4, 5, coisas assim. Grandes swings: o Egito ganhou 9 imps dos Emirados Árabes quando derrubou 4, 3 down; a Jordânia ganhou 7 imps da Nova Zelândia quando foi dobrada em 1ST (carteando por E-O) e fez 7 vazas; USA2 ganhou 6 imps da Polônia, assim como a Suécia ganhou da Austrália, quando ganhou parcial nas duas mesas (3 e 3).

A mão 6 é o primeiro caixão absoluto que eu vi até agora nesta série, um 3ST que fez 11 vazas em todas as mesas.

Mão 7:

Depois das primeiras 6 mãos, as duas partidas estavam 1×0 para o Brasil. Esta mão 7 deu muito mais pontos para nossas equipes. No jogo dos homens, enquanto a maioria das mesas estava tentando algum game em N-S, Gabriel e Miguel conseguiram jogar 3, anotando 140; como Beto e Diego na outra sala estavam atacando 3ST e derrubando 2, vulnerável, ganhamos 8 imps. No jogo das mulheres, Paulinha – Tubiska receberam um presente e fizeram 4, dando 12 imps para nós quando Juju e Graça fizeram as 4 vazas do ataque na outra mesa.

14 das 22 mesas da Bermuda caíram com as cartas de N-S. As demais fizeram parciais em espadas (um deles, dobrado — assim, o Egito ganhou 13 imps dos Emirados Árabes Unidos). Os swings maiores, de 6 a 8 imps, foram a favor de Inglaterra, USA1, Japão e Argentina, contra, respectivamente, África do Sul, França, Bulgária, e Singapura.

Mão 8:

Apenas 3 mesas conseguiram anotar para N-S nesta bolsa: uma delas, felizmente, foi a de Gabriel-Miguel, que fizeram 7 vazas em 1ST. Quando Beto e Diego ganharam 6 imps na outra linha, ganhamos 6 imps na bolsa (foi o maior swing da sala). No jogo das mulheres, ganhamos 1 imp quando Paulinha-Tubiska também fizeram 1ST em N-S, e Juju-Graça caíram 50 (em 4) na outra sala.

Mão 9:

Uma mão cruel, que depende do lado que carteia para o sucesso do contrato de 4. Quem conseguiu fazer de Oeste o carteador deu um problema dificílimo para Norte (a única saída vencedora é paus); carteado por Este, tanto a saída de paus quanto a saída de ouros (as duas sendo razoáveis) derrubam o contrato.

No jogo dos homens, foi bolsa igual quando os dois lados caíram, carteando por Este. No jogo das mulheres, perdemos 12 imps quando Guadalupe (jogando 2 Ouros Multi) colocou o carteio em Oeste. Este swing de 12 imps ocorreu em 7 mesas na Bermuda, favorecendo Emirados Árabes Unidos (vs. Egito), Inglaterra (vs. África do Sul), França (vs. USA1), Japão (vs. Bulgária), Guadalupe (vs. Dinamarca), Polônia (vs. USA2), e Suécia (vs. Austrália).

Mão 10:

Um 4 de difícil manejo em E-O, que cai se o ataque jogar Ouros logo, e que pode cair tranquilamente se o carteador não estiver inspirado, mesmo com outro ataque. Nós ganhamos 11 quando Beto foi dobrado, recebeu a saída de Ás de Espadas, sorriu ao ver o morto, e acertou todas as cartas depois. Na outra mesa, Gabriel-Miguel caíram 200 em 3. No jogo das mulheres, a estória foi outra, Paulinha-Tubiska caíram 300 em 3 enquanto Graça-Juliana caíam 1 em 4, 9 imps para Guadalupe.

9 mesas jogaram 4, 3 delas dobradas. As equipes que fizeram o contrato foram 3: além do Brasil, a Suécia e a Inglaterra também conseguiram arrumar 10 vazas. Houve swings de pelo menos 5 imps em todas as mesas. O menorzinho foi de 4 imps para a França, quando USA1 caiu 300 em uma sala e conseguiu fazer 140 em 3 na outra sala. O maior foi de 12 imps, para a Polônia, quando USA2 caiu em 4 em uma sala e defendeu este contrato em 4 Espadas dobradas na outra, caindo 500.

Mão 11:

Apesar de 17 e 8 na linha, a falta de comunicações (meu reino por uma copinha pequena em Este!) derruba o contrato de 3ST. Depois da saída de Ás de espadas, basta não dar a vaza em espadas, jogando copas na vaza 2, para que o contrato caia. Foi o que aconteceu nas duas mesas do jogo dos homens, bolsa igual. No jogo das mulheres, as duas duplas em E-O se saíram bem quando evitaram o game e fizeram 10 vazas em 3, outra bolsa igual.

Para se ter uma ideia de como era difícil marcar para seu lado com as cartas de Este-Oeste, apenas 2 mesas conseguiram fazer isso na Bermuda: uma delas foi a África do Sul, que jogou 3; a outra foi a Nova Zelândia, que derrubou 3 da Jordânia. O maior swing foi a favor da França, quando USA1 dobrou 2, entregando 8 imps.

Mão 12:

Duplo fit nas duas linhas, um lado tem as espadas e o outro tem as copas… uma mão com grande potencial de swing. Na prática, poucos swings aconteceram, com a maioria das mesas parando em 5 dobradas, 300. No jogo dos homens, a bolsa foi empatada neste contrato. No jogo das mulheres, Paulinha e Tubiska ganharam 5 (imagino que com a saída de Dama de copas e a volta de trunfo; a volta de ouros seria bem mais problemática, pois o carteador não sabe que os trunfos estão encostados e perdeu a entrada na mesa), enquanto Graça e Juliana defendiam em 6 e felizmente não foram dobradas. 11 imps para nós.

Os maiores swings foram a favor da Polônia contra USA2 quando uma mesa jogou 5+1 e a outra caiu 300 em 5 dobradas, e a favor da Argentina quando uma mesa caiu 300 em 5 dobradas e a outra caiu em 5 (suponho que com a volta de ouros na vaza 2). 9 imps nos dois casos.

Mão 13:

O resultado mais popular foi um game em espadas por Norte-Sul, fazendo 10 ou 11 vazas. No nosso jogo, a Índia defendeu 4 em 5 dobradas, caindo 500, e assim ganhou 4 imps. No jogo das mulheres, Paulinha e Tubiska pararam em 2♠, mas ganharam 2 imps quando Graça e Juliana jogaram 4, 1 down, na outra mesa.

Os maiores swings ocorreram quando uma mesa engolia o game e a outra marcava. O Canadá, a Nova Zelândia e a França ganharam 10 imps da China, da Jordânia e de USA1 desta forma.

Mão 14:

Um 3ST forçado, com 16 e 7, e que pode cair se a saída for copas. Na prática, Norte marca Espadas com veemência, e assim o game acaba ganhando (ninguém caiu em 3ST quando este contrato foi marcado). Beto e Diego marcaram o game, os indianos ficaram em 3, 7 imps para nós. No jogo das mulheres, as duas mesas ficaram em 2 por Norte, mas nós fizemos 8 vazas enquanto Guadalupe fazia 6: 5 imps para nós.

Beto e Diego tiveram apenas 4 companheiros no game. Dois deles foram a China e a Bulgária, que ganharam 7 imps, respectivamente, contra Canadá e Japão. As outras duas mesas que marcaram o game foram no mesmo jogo, Argentina vs. Singapura; a Argentina ganhou 6 imps quando Singapura dobrou 3ST e saiu… espadas.

Mão 15:

9 mesas marcaram 5 em N-S e apenas 3 derrubaram o contrato. O que aconteceu? Aconteceu que N-S conseguiram colocar o carteio em Norte, e a saída por Este é bem mais difícil. No jogo dos homens, bolsa empatada em 4, 2 down. No jogo das mulheres, Paulinha e Tubiska ganharam 5, enquanto Guadalupe ficava em 4 na outra mesa: 10 imps para nós.

É claro que o game bom em N-S é 3ST, mas fica difícil marcar isso quando os adversários chegam a 4. Houve 5 swings de 11 ou 12 imps, quando um lado ganhava game e o outro caía (ou quando um lado defendia o game em 5 dobradas, caindo 500, e o outro caía). Quem se deu bem: China (vs. Canadá), N. Zelândia (vs. Jordânia), Bulgária (vs. Japão), Argentina (vs. Singapura), e Austrália (vs. Suécia).

Mão 16:

Um slam que só depende da posição do Ás de ouros… ou de alguém que saia com o Ás de ouros. Contra Beto e Diego, saíram, mas estávamos jogando game nas duas salas, e assim ganhamos 1 imp. No jogo das mulheres foi bolsa igual.

Apenas 3 mesas marcaram o slam. A África do Sul perdeu 13 para a Inglaterra quando a saída foi ouros… por Sul. USA1 perdeu 13 para a França quando a saída foi… espadas. E Guadalupe perdeu 13 para a Dinamarca quando a saída foi… Ás de ouros (nas duas mesas), pois quem tinha marcado o slam era a Dinamarca.

O placar dos nossos jogos foi:

Brasil 34 x 4 Índia (16.73 PVs para o Brasil)
Brasil 42 x 21 Guadalupe (15.19 PVs para o Brasil)

Bons resultados nas duas mesas. A essa altura estávamos em 6º no livre, com 171.48 PVs, e em 14º no feminino, com 130.38 PVs.

Chennai, 13ª rodada do RR

Décima terceira rodada, Brasil contra Argentina no livre, Brasil contra USA2 nas mulheres.

A formação da equipe livre: Gabriel em Norte, Miguel em Sul, Jeovani em Oeste, Eu em Leste. A equipe feminina: Paulinha em Norte, Tubiska em Sul, Isabella em Oeste, Leda em Leste.

Mão 1:

Nosso jogo começou explosivo. Gabriel e Miguel marcaram o 4 normal. Na nossa mesa, o Muzzio abriu de 1 em Norte, e eu marquei 3 por Este (ninguém vulnerável), de olho na minha Qx de espadas; pretendia fazer esta carta no ataque. Sul marcou 4. Se conseguíssemos induzir o adversário a jogar 5, teríamos uma boa chance de derrubar a mão, mesmo se não jogássemos ouros. Só que o Jeovani deu um salto inesperado a 6 (!). O adversário não teve muita opção e dobrou, 1100, 12 imps para a Argentina. Mais tarde, o Jeovani me contou que esperava 7 cartas de copas na minha mão — não sei por que, e mesmo que elas estivessem lá a defesa antecipada parece bem cara com ninguém vulnerável.

No jogo das mulheres, ocorreu o cenário que eu pretendia alcançar — nossa equipe caiu em 5, e perdemos 10 imps. O mesmo ocorreu a favor da Jordânia contra a África do Sul. O outro swing grande foi a favor da Austrália contra a Índia, quando o indiano foi dobrado em 5 e caiu 800.

Mão 2:

Recuperamos nosso prejuízo nessa mão quando Gabriel e Miguel conseguiram marcar 4. Na nossa mesa, Jeovani abriu de 1, Norte marcou 1♥, Passo, Passo; Jeovani reabriu em 2♦, Norte disse Dobro, eu disse 3, e o leilão acabou aí. A saída foi Ás de espadas, espadas; Jeovani cortou e jogou Ás e Rei de ouros, e depois pequeno paus da mão. Norte entrou de Rei e jogou espadas. Jeovani continuou com duas vazas de paus terminando na mesa, cortou a última espadas, eliminando o naipe, e ficou em um final com 3 copas e 1 trunfo em cada mão. Então, jogou para Sul ter uma honra segunda neste naipe, saindo da mão com o Rei de Copas. 1 down. Ele poderia ter controlado melhor o timing da mão (por exemplo, jogando paus antes de tirar trunfo), mas ganhamos 11 imps de qualquer maneira, o que estava ótimo.

No jogo das mulheres, as espadas sumiram, e nós ganhamos 4 imps quando derrubamos 3 em uma sala e fizemos 2♦ na outra.

Grandes swings (12 ou 10 imps, decorrentes de se ganhar o game em uma sala enquanto a outra caía ou engolia) ocorreram a favor de China, Inglaterra, Japão, USA2, e França, contra, respectivamente, Bulgária, USA1, Dinamarca, Guadalupe e Suécia.

Mão 3:

Um game forçado, marcado nas duas mesas. Muitas mesas não marcaram o game quando Oeste abriu de 1ST — nem tudo são flores neste estilo de abrir de 1ST com rico quinto. Como o naipe de copas não tem o Nove e o leilão não teve interferência, me parece que a melhor probabilidade para se fazer as 4 vazas de copas necessárias para o cumprimento do contrato é jogar copas da mesa para o Valete, que ganha com a Qx em Sul (além de ganhar com as copas 3-3 quando acerta essa finesse). Jeovani preferiu fazer a finesse para o outro lado e se deu mal. Mas foi bolsa igual.

No jogo das mulheres perdemos 12 imps quando as americanas ganharam 4 e nós caímos.

Nas demais mesas da Bermuda, como já comentei, poucas mesas chegaram ao contrato de 4 (que me parece normal, embora forçado — com E-O vulneráveis eu achava que este contrato seria bem mais popular). Só a Dinamarca conseguiu ganhar um swing de game (11 imps) contra o Japão. A única outra mesa que jogou 4 foi a dos Emirados Árabes Unidos contra o Canadá, mas os árabes caíram.

A mão 4 foi um caixão em 3ST, com apenas overtricks sendo trocadas. Ganhamos 1 imp no jogo das mulheres.

A mão 5 foi outro caixão, dessa vez em 4 (ou 4). Perdemos 1 imp de overtrick no jogo dos homens, e ganhamos 1 imp no jogo das mulheres.

Mão 6:

14 e 10 na linha, mas nenhum game ganha. Contra Gabriel e Miguel, os argentinos marcaram 3ST, caindo 1. Eu e Jeovani conseguimos parar em 2, fazendo 9 vazas, e assim ganhamos 6 imps. As mulheres ganharam 7 imps quando conseguiram parar em 3 (?) em uma mesa e derrubaram 4, 2 down, na outra mesa.

Olhando para todas as mãos, não parece ser difícil derrubar 4. Mesmo que a saída não seja ouros, há tempo de se jogar este naipe se o carteador buscar uma balda em copas. Até a saída em copas não deveria oferecer perigo para o ataque. Porém, muitas mesas conseguiram ganhar 4; imagino que em algum momento o ataque tenha mexido em paus para isso, mas não há nenhuma razão muito clara que explique esta decisão.

Equipes que ganharam 10, 12 ou 13 pontos fazendo 10 vazas em 4 foram: China (vs. Bulgária), Canadá (vs. Emirados Árabes Unidos), Egito (vs. N. Zelândia), Dinamarca (vs. Japão), Polônia (vs. Singapura), e França (vs. Suécia). Vale a pena chamar a atenção para o resultado neste último jogo: a França ganhou 10 quando a Suécia parou, na outra mesa, em 1 (!). Swings de 6 imps, como o nosso (game caindo em uma mesa e parcial feito na outra), ocorreram a favor de USA1 (vs. Inglaterra) e Índia (vs. Austrália). Bolsa igual, mesmo (com os dois lados ganhando 4!), só em África do Sul vs. Jordânia e USA2 vs. Guadalupe.

A mão 7 foi outro caixão nos dois jogos do Brasil (as mulheres ganharam 1 imp de overtrick) quando N-S marcou 4 em uma mão onde a defesa em 5 cairia 3, com todos vulneráveis. Quatro mesas se meteram a jogar 6, perdendo 13 imps em cada uma delas: os beneficiados foram Canadá (vs. Emirados Árabes Unidos), N. Zelândia (vs. Egito), USA2 (vs. Guadalupe) e Austrália (vs. Índia).

Mão 8:

Uma mão curiosa. Na mesa do Gabriel, os argentinos jogaram 3 e caíram 1. Na nossa mesa, depois da abertura de 1 e de minha resposta em 1, para remarcar ouros, o Jeovani marca 2 (é transfer), e, caso tenha a mão de convite a game (o que era o caso) reabre depois. Eu tinha uma mão que recusaria qualquer convite a game, e tinha uns paus, então resolvi passar. Chegamos a um contrato bem melhor do que 3ST, e fomos recompensados com 5 imps quando o Jeovani fez 10 vazas.

No jogo das mulheres, perdemos 7 quando jogamos 2 (feitos) em uma sala e as americanas jogaram 3ST na outra, com a saída de 2 de Paus da Tubiska. Será que 3ST deveria ser derrubado? A queda de 109 de ouros é um sonho para o carteador, mas mesmo assim ele só tem 5 ouros, 1 paus, 1 copas… parece que o ataque precisa ajudar um pouco. Os resultados da Bermuda acompanham esta análise: das 16 mesas que jogaram em ST, nove fizeram 9 vazas ou mais, e sete fizeram 8 vazas ou menos. É claro que houve muitos swings. Canadá, N. Zelândia, Japão, Índia e Suécia ganharam 10 ou 11 imps ao fazerem o game contra Emirados Árabes Unidos, Egito, Dinamarca e França.

Mão 9:

Outra mão boa para nosso sistema. A sala inteira está caindo com as cartas de E-O, normalmente depois de uma abertura de 1ST de Este. Mas nós abrimos a mão de Este com 1; Sul entrou em 1ST, e carteou aí mesmo, fazendo 8 vazas. Perder 120 é bem melhor do que perder os 200 ou 300 que os outros estão perdendo. Na outra sala, os argentinos pularam do fogo para a frigideira: depois da abertura de 1ST em Este, Oeste decidiu marcar 2, Stayman, e acabou carteando 2 no 3 a 3. Caíram 4, 400, e assim ganhamos 7 imps.

No jogo das mulheres, bolsa igual quando os dois lados caíram 2 em 1ST.

Swings de 3 e 5 imps nas outras mesas, dependendo de se os contratos caíam 1, 2, ou 3… exceto em África do Sul vs. Jordânia quando a Jordânia ganhou 15 imps (!) depois de jogar 2 4 down em uma mesa. O resultado da outra mesa? A África do Sul marcou 2ST e redobrou (!?), caindo 3, 1600.

A mão 10 foi um caixão em 4 fazendo 11 vazas em quase todas as mesas, inclusive no jogo das mulheres. Eu falei de quase todas as mesas? No jogo África do Sul vs. Jordânia, o mais animado deste tempo, a África do Sul ganhou 9 imps quando foi dobrada em 4 e ganhou com overtrick.

Mão 11:

Um game em 4 marcado nas duas mesas. Miguel ganhou, Camberos caiu quando errou a jogada de copas (e jogou copas prematuramente). 10 imps para o Brasil. No jogo das mulheres, foi nossa vez de perder 10 imps no mesmo contrato.

Outras mesas com resultados parecidos foram (com o beneficiado na frente): Canadá vs. Emirados Árabes Unidos, Inglaterra vs. USA1, Dinamarca vs. Japão, Índia vs. Austrália. A Bulgária ganhou 6 da China quando a China engoliu o game; e a França ganhou 5 da Suécia quando engoliu o game (jogando 3) em uma mesa mas derrubou o game na outra. Talvez o resultado mais estranho tenha sido em N. Zelândia vs. Egito: O Egito fez 4 em uma mesa e jogou 2, 3 down, na outra mesa (sim, 2 no 3-2, vulnerável). Foi boa defesa; o Egito ganhou 3 imps.

Mão 12:

Na nossa mesa, eu e Jeovani exageramos, os dois ao mesmo tempo. Jeovani abriu de 1, e eu marquei 1 quando podia ter passado. Ele então forçou a game. Chegamos a 3ST e caímos 2. Na outra sala, os argentinos (Pellegrini e da Rosa) foram mais modestos e cartearam 3. Perdemos 6 imps quando eles fizeram 10 vazas.

No jogo das mulheres, ganhamos 6 imps quando as americanas tiveram a mesma ganância. Elas pararam em 4, enquanto Isabella e Leda jogavam 1.

Apenas 5 mesas conseguiram marcar para E-O, ganhando swings de 4 a 6 imps: Além da Argentina, foram os Emirados Árabes Unidos (vs. Canadá), Inglaterra (vs. USA1), Polônia (vs. Singapura) e Austrália (vs. Índia).

Mão 13:

Uma mão muito frustrante para Gabriel-Miguel. Eles viram os adversários engolirem um game muito bom, vulnerável, e perderam 7 imps na bolsa. Na nossa sala, tudo começou quando Camberos abriu de 2 com as cartas de Sul. Jeovani marcou 2ST (que me parece muito retranca, com 17 ótimos, Ases, e apenas 1 pega de ouros; não tenho nenhum receio de dobrar, ouvir 2 Espadas, e marcar 2ST, mostrando 18), e o leilão terminou. A saída foi o Dois de ouros, e com esta saída (indicando que os ouros estão 5-3 ou 7-1), não há dúvida de que a melhor linha é ganhar a vaza, entrar na mesa em paus (batendo umas honras antes para se precaver contra Jxxx em Norte), e fazer a finesse de copas. Porém, o Jeovani fiou a saída, e quando o ataque trocou para espadas, não teve jeito, caímos 1, perdendo os tais 7 imps.

No jogo das mulheres, perdemos 11 imps quando as americanas marcaram 4 e nós jogamos 2ST (fazendo 8 vazas com a saída de Rei de Espadas).

Nos outros jogos, dois empates ignóbeis em Dinamarca vs. Japão e França vs. Suécia, onde todos engoliram o game. A Índia ganhou 11 da Austrália quando marcou em uma sala e conseguiu jogar 3 na outra. A N. Zelândia ganhou 13 do Egito quando marcou o game em uma sala e foi dobrada em 2 (?) na outra, fazendo 8 vazas.

Mão 14:

Nossas duas mesas jogaram 4, e perdemos 2 imps quando caímos uma a mais. A mesma coisa ocorreu no jogo das mulheres, 2 imps para USA2 (as americanas jogaram 3ST e caíram 1).

Muitas mesas (bem mais do que o esperado) conseguiram ganhar algum game, 3ST ou 4. A bolsa foi empatada em Emirados Árabes Unidos vs. Canadá e em USA1 vs. Inglaterra com games feitos nas duas linhas. A África do Sul, o Japão e a Polônia ganharam 10 ou 11 da Jordânia, Dinamarca, e Singapura fazendo games. E a França ganhou 6 da Suécia quando parou em parcial em uma mesa e derrubou 3ST na outra.

A mão 15 foi um caixão em 3ST ou 4 (ganhamos 1 imp de overtrick no jogo dos homens, e 2 imps no jogo das mulheres).

A mão 16 foi outro caixão do mesmo tipo (só uma mesa destoou do resultado, o Canadá ganhou 8 imps quando os Emirados Árabes Unidos defenderam o game em 5 e caíram 800). As americanas ganharam 1 imp de overtrick.

O placar dos nossos jogos foi:

Brasil 40 x 28 Argentina (13.28 PVs para o Brasil)
Brasil 22 x 54 USA2 (2.97 PVs para o Brasil)

O resultado bem que poderia ter sido melhor, nos dois jogos. A essa altura estávamos em 6º no livre, com 154.75 PVs, e em 14º no feminino, com 115.19 PVs.